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Maringá se torna base de operação das Forças Armadas para combater o tráfico
Aeroporto Silvio Name Júnior se tornou local de apoio para o reforço da fronteira do Brasil com Paraguai
A FAB mantém em Maringá aviões de caça F-5EM e A-29 Super Tucano, que estão equipados para identificar pequenas aeronaves, que podem ser utilizados para transportar entorpecentes e armas

Reprodução RPC TV Maringá


MARCUS AYRES
O Aeroporto Silvio Name Júnior, em Maringá, se tornou uma das base da Operação Ágata 2, iniciada pelas Forças Armadas na última sexta-feira (15) no Mato Grosso do Sul e nos três estados da Região Sul. Coordenada pelos Ministérios da Defesa e da Justiça, o trabalho busca combater atividades ilegais na região de fronteira do Brasil com o Paraguai, Argentina e Uruguai.
Segundo um dos coordenadores da operação, major Leonardo Mangrich, Maringá foi escolhida por causa da localização estratégica, próxima ao Paraguai. A área restrita do aeroporto se transformou em uma campamento militar, com dezenas de barracas, caminhões e aviões militares.
Sete mil militares participam da operação

Sete mil militares participam da operação no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. As Forças Armadas contam com o apoio da Polícia Federal, Receita Federal, e da Polícia Militar dos quatro estados. A primeira edição da Operação Agatá ocorreu na região da Amazônia em agosto.

Ação combate criminalidade no PR e outros três estados
“A ideia é trabalhar em coordenação com os demais órgãos públicos e não só aumentar a fiscalização com relação ao tráfico de drogas e de armas, mas também se fazer presente nas comunidades que ficam perto da fronteira”, explicou em entrevista para a RPC TV Maringá.
Durante a ação – que deve durar até o final deste mês – a Força Aérea Brasileira (FAB) participa com mais de 30 aeronaves, incluindo um Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant). Para defender o espaço aéreo contra voos ilícitos, a FAB mantém em Maringá aviões de caça F-5EM e A-29 Super Tucano, que estão equipados para identificar pequenas aeronaves, que podem ser utilizados para transportar entorpecentes e armas.
“Essas aeronaves, em caso de necessidade, são acionadas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro [Comdambra] e interceptam aquela aeronave considerada como suspeita para uma averiguação”, explicou o major-brigadeiro-do-ar Flávio dos Santos Chaves, em entrevista ao site da FAB. Durante a missão,também está sendo empregada a rede de radares do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2), de Curitiba.
Aeroporto de Umuarama é fiscalizado
Segundo balanço divulgado pela Força Aérea Brasileira (FAB) neste domingo (18), 12 aeroportos, aeroclubes e pistas particulares da fronteira sul já foram fiscalizadas durante a Operação Ágata II.
No Paraná, os militares visitaram os aeroportos de Umuarama (na região Noroeste), Toledo e Guaíra (no Oeste). Na ocasião, foram verificados documentos de pilotos e aeronaves da aviação civil que operam na região de fronteira do Brasil com o Uruguai, Argentina e Paraguai.
Segundo inspetor de aviação civil, tenente coronel Nilson de Oliveira, o objetivo da ação foi coibir voos que não estejam cumprindo as normas previstas. “O país ganha muito em buscar aquelas aeronaves que estão operando realmente próximo da fronteira, longe das capitais e dos órgãos de controle”, explicou em entrevista para o site da FAB. Outros aeroportos paranaenses devem ser fiscalizados durante esta semana.
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