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Soldados quiseram negociar, diz suposta vítima de estupro no Haiti
A missão da ONU no Haiti enfrenta o nervosismo da opinião pública por conta das alegações de que membros uruguaios de suas tropas estupraram um rapaz haitiano de 18 anos. A suposta vítima, Johnny Jean, e sua mãe, Rose Marie Jean, relataram o crime a rádios locais.
Eles disseram que o garoto foi abusado sexualmente por membros da Marinha, e prestaram depoimento em Port-Salut, onde o incidente teria acontecido no fim de julho, de acordo com o chefe de polícia regional, Fritz Saint-Fort.
Johnny Jean afirmou à rádio Les Cayes, do sul do Haiti, que quatro soldados realizaram o crime. “Dois deles me seguraram e dois deles me estupraram. Eles me bateram inúmeras vezes,” disse. “Depois disso, os soldados tentaram negociar com minha mãe para cobrir o caso, mas ela não quis e avisou as autoridades”.
Rose Marie disse durante a entrevista que eles querem “justiça e reparação” pelo abuso sofrido pelo rapaz. “Meu filho foi estuprado. É um crime que deve ser punido”.

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Na cidade de Port-Salut, centenas de pessoas saíram às ruas entoando o coro “Justiça para Johnny” em protesto pacífico, segundo relatos de jornalistas locais.
A chefe da missão da ONU no país, Eliane Nabaa, disse que a organização está levando o caso “muito a sério”, mas que ainda não podem dizer ao certo o que ocorreu.
O presidente haitiano, Michel Martelly, condenou o suposto estupro por uruguaios da ONU, no mais recente incidente a ameaçar a imagem das forças de paz da Organização das Nações Unidas no Haiti, comandadas pelo Brasil.
A indignação pública na nação caribenha, assolada por um terremoto no ano passado, tem aumentado por causa de um vídeo gravado por uma câmera de celular que está circulando na Internet, mostrando tropas uruguaias segurando um jovem haitiano com o rosto virado para o colchão e aparentemente assediando a vítima sexualmente.
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