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Diretores do Dnit indicados após ‘faxina’ tomam posse
novos diretores do DNIT (foto: Assessoria de Imprensa/DNIT)
O governo deu posse nesta sexta-feira aos sete novos responsáveis pela diretoria colegiada do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), inclusive os diretores geral e executivo. Nenhum dos indicados pela presidente Dilma Rousseff é funcionário de carreira do órgão.
Como diretor-geral, substituto de Luiz Antônio Pagot, a presidente indicou o general do exército José Ernesto Pinto Fraxe. Na diretoria-executiva, no lugar de José Henrique Sadok de Sá, Tarcísio Gomes de Freitas, cordenador-geral de auditoria da área de transportes do CGU (Controladoria Geral da União).
Paulo de Tarso Campolina de Oliveira será diretor de administração e finanças; Roger da Silva Pêgas, diretor de infraestrutura rodoviária; José Florentino Caixeta, diretor de planejamento e pesquisa; Adão Magnus Marcondes Proença, diretor de infraestrutura aquaviária e Márcio Dirani, diretor de infraestrutura ferroviária.
Os funcionários do Dnit não estão satisfeitos com a nova diretoria. Ao contrário da recepção dos novos diretores, os mais aplaudidos pela platéia de funcionários foram os diretores substitutos, nomeados pelo ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) — o cargo de “substituto” foi criado em agosto deste ano, como forma de evitar a crise de gestão que houve no órgão, resultado das exonerações no Dnit.
De acordo com apuração feita pela reportagem, os funcionários do Dnit gostariam que os diretores fossem “da casa”, como demonstração de prestígio e reconhecimento pelo trabalho do departamento.
Na cerimônia de posse, Fraxe iniciou seu discurso declarando seu “apreço” aos quadros do Dnit.
“Os integrantes do Dnit são o patrimônio mais importante da entidade”, afirmou o general.
Segundo ele, a função mais importante da diretoria será resgatar a imagem e a credibilidade do órgão perante a opinião pública. Fraxe ainda afirmou que a ocupação da diretoria do Dnit por um militar não significa a militarização do departamento.
“Caso contrário, a ocupação do ministério da Defesa por um civil [Celso Amorim] seria a desmilitarização do exército. O poder nacional é indivisível”, disse.
Também na posse, o ministro Paulo Sérgio Passos agradeceu e reconheceu o trabalho dos ex-diretores do Dnit. Passos afirmou que o departamento alcançou o segundo melhor desempenho em 2011, com R$ 1,2 milhões em obras e serviços de engenharia — ainda que no meio de uma crise.
“Vamos fazer um belo trabalho no ministério dos Transportes, com articulação e sintonia forte entre o comando do ministério e o Dnit. Como um primeiro passo, anuncio a contratação de cem novos engenheiros. Estou absolutamente convencido que trabalharemos com dedicação e compromisso, para escrevermos juntos uma história digna de registro e destaque”, declarou Passos.
JORNAL FLORIPA
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