Escolha uma Página

Exército promete à CPI destruir até 1200 armas por dia
Rio – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas da Alerj realizou audiência pública nesta segunda-feira onde foi colocado em xeque o controle do Estado sobre armas, munições e explosivos no Rio de Janeiro. Diante da CPI, representantes do Tribunal de Justiça, do Comando Militar do Leste, da Polícia Federal, da Secretaria de Segurança Pública do Rio e da Polícia Civil estadual avançaram no diálogo para necessárias e urgentes mudanças de procedimentos.
O coronel Ricardo Ferreira, do Exército, anunciou na audiência que acaba de quadruplicar a capacidade de destruição de armas pela força armada, de 300 para 1200 por dia. Desse modo, já há condições técnicas e operacionais para a destruição da maior parte, de cerca de 100 mil, das 150 mil armas atualmente acauteladas na Polícia Civil, mantidas em condições precárias e vulneráveis em depósito, segundo constataram os integrantes da CPI.
Na audiência, a juíza Adriana Moutinho alegou que, embora a legislação em vigor preveja desde 2007 a eliminação dessas armas, a liberação para o derretimento nos altos fornos da siderúrgica CSN, em Volta Redonda, depende da análise de caso por caso, com a decisão final ao encargo dos juízes dos processos referentes a cada uma das armas acauteladas na Polícia Civil.
Informações desatualizadas sobre armas
A CPI das Armas levantou também um diagnóstico: segundo os depoimentos dos representantes do CML, da PF e da Polícia Civil, na raiz do descontrole dos dados relacionados a armas, munições e explosivos estariam problemas de tecnologia da informação no Infoseg, a rede oficial que reúne informações de segurança pública, do Judiciário e dos órgãos de fiscalização de todo o país, com dados de inquéritos, processos, de armas de fogo, entre outros.
De acordo com delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, assim comos oficiais do Exército, não há acesso mútuo ao s seus bancos de dados, por falta de interface no Infoseg. Além disso, os dados disponíveis no Infoseg estariam desatualizados. 
“Não dá pra imaginar no Rio de Janeiro do século 21 que não conseguimos produzir um diagnóstico mais preciso do tráfico de armas e munições por problemas de Tecnologia da Informação. O nome disso pra mim é falta de vontade política. Os bancos de dados da Polícia Civil, da Polícia Federal e do Exército simplesmente não se falam. E sem produção de inteligência, quem ganha é o crime. Sem produção de diagnóstico, sem dados atualizados, não é possível haver política pública”, concluiu Freixo.

O DIA ONLINE

Skip to content