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Hospital identifica vírus da Influenza B em sete recrutas internados, diz Marinha
Rafael Galdo ([email protected])Com G1
Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, o comando do 1º Distrito Naval identificou o vírus da Influenza B como a causa mais provável para a internação dos recrutas do Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa). De acordo com o médico infectologista André Delorenzi, do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Marcílio Dias, onde os recrutas estão internados, de 12 exames, sete deram positivo para o vírus, entre eles o do recruta Leonardo Gama Rodrigues, de 22 anos, que continua na UTI da unidade. Segundo o médico, os resultados das análises laboratoriais, aliados ao quadro clínico dos pacientes e às condições epidemiológicas do Centro de Instrução, podem caracterizar um surto de Influenza. As 800 pessoas que circulam pelo Ciampa já foram vacinadas. Os pacientes que já receberam alta estão isolados, em quarentena, no Ciampa. De acordo com Delorenzi, o provável surto de Influenza B ainda está em andamento, embora desacelerando. Na noite desta terça-feira, 14 dos 27 jovens aspirantes a fuzileiros navais que estavam internados no Marcílio Dias receberam alta.
Os defensores Públicos André Ordacgy e Daniel Macedo informaram ao site G1 que vão propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à Marinha, após uma vistoria no Ciampa, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, na tarde desta terça-feira. Segundo Ordacgy, o TAC visa criar normas específicas. Eles pretendem estipular uma multa que pode chegar a R$ 100 mil, caso as medidas não sejam cumpridas. Procurada pelo G1, a Marinha informou que vai apurar o caso.
– O TAC é para que a Marinha assine se comprometendo a resolver, no primeiro momento, dois problemas que ficaram bem evidentes: um deles é a questão da comunicação da enfermidade aos parentes e o segundo é que eles recebem a vacinação da Influenza B, mas somente na terceira semana do curso. Mas o problema aconteceu entre a primeira e a segunda semana de curso – afirmou o defensor André Ordacgy.
De acordo com os defensores, três alunos estão internados na enfermaria do Ciampa, porém, não apresentam os mesmo sintomas do alunos que foram internados no hospital no Lins. Os três jovens não confirmaram a versão de outros sete alunos hospitalizados, que reclamaram da falta de água na segunda-feira, ainda segundo os defensores, que consideraram “boas” as condições do Ciampa.
Dos 57 recrutas internados inicialmente, 38 tiveram alta nesta segunda-feira e outros cinco foram internados durante a noite. Esta manhã, mais três militares do Ciampa foram internados. Dessa vez, dois instrutores e um membro da equipe médica do Centro. No total, 27 recrutas continuam no hospital.
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– Recebemos os recrutas no Marcílio Dias com uma síndrome respiratória aguda. Alguns com síndrome grave, com sintomas como tosse, febre e falta de ar. Os primeiros a chegar estavam mais graves. É uma doença de transmissão respiratória, muito comum em lugares onde as pessoas, de várias partes do país, ficam aglomeradas como o Ciampa.
O comando praticamente descartou a possibilidade de a internação ter sido causada por água contaminada, falta de hidratação, excesso de exercícios físicos ou contaminação por gás lacrimogêneo, outras hipóteses que chegaram a ser levantadas. Ainda estão sendo feitos outros exames, como sorologia e cultura bacteriana, para verificar se há outra causa para as internações.
O comandante do Ciampa, o capitão de Mar e Guerra Eder Sampaio, disse que os recrutas são orientados a beber apenas água potável, e eles permaneceriam todo o dia com cantis abastecidos. O comandante confirmou que durante um dos dias do treinamento três companhias tiveram desabastecimento de água. Segundo ele, o fornecimento teve que ser interrompido devido a reformas no sistema hidráulico do Ciampa, mas galões de água potável teriam sido fornecidos a essas companhias.
A água proveniente do sistema da Cedae que abastece o Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa), em Campo Grande, não apresentou irregularidades em testes realizados pela empresa nesta terça-feira. Foram feitos exames bacteriológicos e fisicoquímicos. De acordo com a empresa, não foi identificada a presença de bactérias na água, e os níveis de PH, turbidez e cloro estavam dentro do normal nas amostras, colhidas também nesta terça-feira.
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