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REAJUSTE AINDA “SEM NÚMEROS”
AMORIM E OS SOLDOS
O ministro da Defesa, Celso Amorim, falou ontem abertamente sobre soldos dos militares das Forças Armadas. Em rápida entrevista à Coluna, Amorim reconheceu a necessidade de discutir reajuste, mas diplomaticamente afirmou que não falaria “em números” porque acabou de assumir a pasta.
Amorim veio ao Rio para passagem de comando da Força de Pacificação que atua nos complexos do Alemão e da Penha. O general Cesar Leme Justo assumiu no lugar do general Carlos Maurício Barroso Sarmento. Foi o primeiro evento público do qual Amorim participou como ministro da Defesa. 
Na ocasião, admitiu que terá que avaliar quando as Forças Armadas deixarão apenas com a PM a missão no complexo de favelas. Mas não falou em data, apesar de a previsão inicial ser outubro deste ano.
Perguntado sobre o movimento dos quartéis em torno do aumento da remuneração, expresso publicamente este ano por panelaços das esposas em Brasília e no Rio, Amorim evitou comentários ou avaliações. Fez apenas referência a seu discurso de posse, feito na segunda-feira. Nele, disse não desconhecer “as legítimas aspirações dos militares no que se refere à garantia de condições de vida compatíveis com suas responsabilidades, vitais para toda a nação.” 
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COMANDANTES FICAM
O ministro Celso Amorim também falou que os atuais comandantes das Forças Armadas estão mantidos. “Nada muda”, afirmou, mesmo sendo forte nos quartéis os comentários que pelo menos um deles pediu para ser substituído este ano.
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SOBRE A MESA
A complexa reivindicação remuneratória se traduz em documentos que já estão à disposição de Amorim na Defesa. Neles está a proposta de reajuste parcelado a contar do ano que vem até o fim do mandato da presidenta Dilma.
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DILMA, DILMA
Em seu pronunciamento na troca de Comando no Alemão, o primeiro após a posse, ministro Celso Amorim citou o nome da presidenta Dilma Rousseff cinco vezes. Falou de improviso para uma plateia formada quase toda por oficiais do Exército.
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COMISSÃO DA VERDADE
No Rio, o ex-chanceler Celso Amorim também afirmou não ver motivo para atraso no trâmite na Câmara do projeto que propõe apurar crimes de violação de direitos humanos no regime militar. “A questão está bem encaminhada”, disse.
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