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Justiça Militar manda soltar soldados presos após morte de jovem em PE
Jovem morreu baleada dentro de quartel no Recife.
Soldados devem prestar depoimento à polícia nesta sexta.
Duas mulheres de 21 anos aparecem segurando
armas em fotos de celular de amiga morta em
quartel da FAB neste domingo (7). Imagem foi
alterada pelo G1 para preservar a identidade
delas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Justiça Militar concedeu liberdade provisória a três soldados presos no Recife após a morte de uma jovem dentro de um quartel da Força Aérea Brasileira (FAB).
A Aeronáutica informou que já recebeu os alvarás de soltura e afirmou que eles permanecerão afastados de qualquer serviço armado.
Os três militares deverão prestar depoimento nesta sexta-feira (12) à Polícia Civil, às 14h. O inquérito apura as circunstâncias da morte de Monique Valéria de Miranda Costa, de 20 anos, atingida por um tiro de pistola 9 milímetros dentro de um quartel da FAB, no Recife, no domingo (7).
Os soldados também respondem a um inquérito policial militar que apura se houve crime militar no fato de terem permitido a entrada das jovens no quartel.
Depoimentos
Nesta quinta, a polícia ouviu o depoimento dos pais de Monique. O depoimento começou por volta das 9h e terminou por volta de 12h, informou a assessoria da Polícia Civil.
Na quarta-feira (10), as jovens afirmaram que o objetivo dos soldados era alterar a cena do crime e forjar o socorro da vítima, simulando supostamente que a morte teria sido em outro local.
Os soldados teriam dito que arrumariam novas munições deflagradas para tentar burlar os exames periciais, segundo o delegado. “As duas jovens disseram que um dos militares falou que arrumaria nas novas munições para colocar na arma do crime”, afirmou.
Os soldados e as duas mulheres serão indiciados por fraude processual. Leite afirmou ainda que o grupo já sabia que Monique estava morta quando retiraram o corpo dela do parque aeronáutico.
Arma do crime
Segundo ele, as armas foram periciadas por uma equipe da Polícia Federal. “Estamos esperando o laudo pericial para sabermos qual das armas foi usada no crime.”
O delegado informou também que a arma do crime é uma das duas que aparecem nas fotografias divulgadas pela Polícia Civil. Nas imagens, as duas mulheres ostentam pistolas nas mãos. “Já sabemos que se tratam de uma das armas do crime.”
Leite disse que os três militares e as duas mulheres responderão por fraude processual, mas que uma das mulheres e um dos militares responderão pelo homicídio. “O militar que cedeu a arma do crime para a mulher, que já nos confessou ter efetuado o disparo contra a vítima, vai responder por homicídio, assim como quem atirou. Posteriormente analisaremos se houve dolo eventual.”
Fotografias encontradas no celular de Monique Valéria de Miranda Costa e que foram tiradas momentos antes de sua morte, segundo a Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
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