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MARCO AURÉLIO REIS
A carreira nas Forças Armadas é de risco. Esse aspecto é certamente conhecido por toda a sociedade. O que não se comenta é quando tal risco recai sobre militar temporário. Soldado engajado, o jovem Márcio Lima Sales conhece bem os efeitos do chamado risco militar. Era guerreiro com comportamento exemplar até sofrer acidente em manobra militar. Foi para enfermaria, recebeu tratamento, mas terminou dispensado. Assim seria de qualquer maneira, porque militares temporários não seguem carreira. O problema é que foi dispensado com anomalia física semelhante a uma corcunda que não o impede de trabalhar, mas o impossibilita de tentar concurso para carreira militar. Também dificulta que obtenha emprego civil. Agora tenta na Justiça, ainda sem sucesso, reintegração para tratamento médico ou a reforma remunerada.
“Tem dias em que não consigo andar direito, já fiz vários tratamentos, e continuo sofrendo. A cirurgia é arriscada e não é garantida. Fui mandado embora sem direitos”, conta o ex-soldado que em 2001, ano do acidente, servia no 27º Batalhão de Infantaria Pára-quedista, na Vila Militar. O acidente ocorreu durante uma rotina de treinamento no Campo dos Afonsos. Um vento tirou do então soldado o controle do pára-quedas. Ele aterrissou dando uma forte pancada no chão, batendo com as costas. A consequência foi o tumor grande perto da nuca, e problemas de coluna, como hérnia de disco.
Procurado, o Exército se limitou a dizer o ex-soldado move duas ações contra a Força, tendo seus pedidos negados em primeira instância pela Justiça Federal.
DEFESA NACIONAL
O drama do soldado abre polêmica sobre para Estratégia Nacional de Defesa, que defende abertamente que as Forças Armadas limitem a tendência de diminuir a proporção de recrutas (temporários) e de aumentar a proporção de soldados profissionais (com proteção aos riscos inerentes à carreira).
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