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Por Jogos Militares, ruas do Rio terão Exército por 20 dias
A partir desta sexa-feira, o Exército é responsável pela segurança nas cidades do Rio, Paty de Alferes (no norte) e Resende (região sul). É o início do esquema de segurança para os Jogos Mundiais Militares, que começam no dia 16.
Diferentemente de outras ocasiões, como a Rio-1992, em que os militares colocaram tanques e blindados nas ruas, desta vez, o Exército fará de outra forma.
Usando como base diretriz assinada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a Lei complementar 97 que trata do emprego das Forças Armadas, o período de 8 a 28 de julho é de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) limitado aos locais de competição.
Quer dizer, que nestes dias, o Exército terá poder de polícia para patrulhar ruas, realizar operações em con­junto com policiais militares, civis, federais ou rodoviários. Tudo sob a coordenação da 1ª Divisão do Exército, que deverá ser informada de todas as ações.
“O planejamento de segurança está apoiado na inteli­gência. Em outro momento era importante a demonstração de força com o uso de blindados. O momento agora é ou­tro. Dessa vez, nada que seja agressivo para quem estiver passando”, informa o major Mário Minoru, relações pú­blicas do Centro de Coordenação de Operações dos Jogos.
O comandante da 1ª Divisão do Exército, o general Oswaldo de Jesus Ferreira, será o coordenador da segurança dos Jogos Militares. No esquema montado pelo Exército estão sendo colocados militares no Centro de Operações da prefeitura do Rio para observar o trânsito, nos acessos aos locais de competição.
Ainda será formado um Centro de Operações na sede do Exér­cito no Rio, o Palácio Duque de Caxias, com representantes da Marinha, Aeronáutica, polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, Bombeiros e do próprio Exército.
De acordo com a diretriz de planejamento para os jogos, ao qual a Folha teve acesso, os militares estarão atentos a toda ação de mo­vimentos sindicais, inclusi­ve dos bombeiros, e possível interrupção das vias públicas nos acessos a ginásios e estádios onde ocorrerão competições.
O Centro de Inteligência do Exército também coordenou o levantamento de informações sobre organizações terroristas ou criminosas que possam praticar atos contra atletas ou pes­soas que forem aos locais de competição.
A intenção é que, em cada ginásio ou estádio em que vá ocorrer alguma prática esportiva tenha, no mínimo, 270 militares para cuidar da segurança do local.

Agência de Notícias Jornal de Floripa

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