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Marinha realiza neste fim de semana blitz no Lago Paranoá
Neste sábado, lancha foi retida. Piloto não tinha título de inscrição da Marinha.
DF tem a terceira frota do Brasil, com 11 mil embarcações registradas.
Um mês depois do naufrágio do barco Imagination, que matou nove pessoas, a Marinha reforçou a fiscalização no Lago Paranoá. Neste sábado (25), dez fiscais da Delegacia Fluvial pararam os barcos no lago para checar se os pilotos estavam com todos os documentos exigidos.
Durante a blitz uma lancha foi retida. De acordo com os fiscais, o piloto não tinha o título de inscrição da Marinha. O condutor também foi notificado e vai pagar multa que pode chegar até R$ 3,2 mil. Somente neste ano, 30 embarcações já foram apreendidas com irregularidades, segundo dados da Marinha.
De acordo com o delegado fluvial Rogério Leite, o Distrito Federal tem a terceira frota do Brasil, com 11 mil embarcações registradas. E a fiscalização do lago depende do movimento do fim de semana.
“A equipe pode chegar a até 20 homens no Lago Paranoá. A gente recebe as informações de realizações de regata, eventos náuticos, eventos de natação, e dependendo do que movimento do lago no fim de semana é que reforçamos a equipe”, explica o delegado fluvial Rogério Leite.

NaufrágioHá pouco mais de um mês, naufragou uma embarcação no Lago Paranoá com capacidade para 90 passageiros e 2 tripulantes. No acidente, que aconteceu na noite do dia 22 de maio, nove pessoas morreram. As investigações preliminares da polícia já apontaram problemas de manutenção e excesso de passageiros. Mas as equipes de investigação ainda não concluíram as possíveis causas e culpados do acidente.O delegado responsável pela investigação criminal, Adval Cardoso, da 10ª DP, espera finalizar o inquérito logo depois de receber o laudo da perícia, responsabilidade do Instituto de Criminalística.“Esse laudo é importantíssimo porque vai mostrar as condições técnicas observadas no barco – como foi encontrado no fundo do lago, as avarias e as possíveis causas do afundamento. Essas informações, aliadas aos depoimentos colhidos, vão nos levar à conclusão das causas reais do naufrágio e apontar os responsáveis”, explicou Cardoso.Diante de tudo que já foi investigado e das oitivas realizadas, que chegam a cem, “duas ou três” pessoas devem ser indiciadas pelo acidente, acredita o delegado Adval Cardoso.
G1/DF TV

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