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Defesa escala militares em missão de Guarda Florestal preparando Exército para reengenharia
Jorge Serrão
Guarda Florestal. Eis a nova missão dada ao Exército Brasileiro pelo Ministério da Defesa, na gestão do genérico Nelson Jobim. É mais um passo na preparação psicológica da força terrestre para as profundas mudanças que deve sofrer no radical processo de reengenharia das Forças Armadas previsto no governo da ex-guerrilheira Dilma Rousseff. A cadeia de comando será enxugada, e novas atribuições “civis” de defesa serão dadas aos militares. Tudo para superar, definitivamente, a visão doutrinária que vigorou até o governo dos Generais (1964-1985).
Gradativamente, o Exército Brasileiro, para compensar a constante falta de recursos, se acostumou a aceitar missões capazes de compensar o estágio de penúria. É o caso das missões internacionais de paz da ONU, nas quais nossos militares operam como verdadeiros policiais militares e agentes de defesa civil em países miseráveis. Também vale no socorro a vítimas de enchentes e catástrofes naturais no Brasil. Ou na questionável aplicação de “Garantia da Lei e da Ordem (GLO)” em que os militares atuam como tropa de elite de uma Polícia Militar – contra o narcovarejo ou em segurança de grandes eventos. Tudo justificado como estratégia para conseguir uma verbinha a mais no orçamento, quando, na verdade, faz parte do proposital desvio de função das Forças Armadas.
Agora, o Exército vai atuar contra o propagandeado desmatamento da Amazônia, principalmente em Mato Grosso. A decisão de escalar o EB na guerra contra o desmate foi do gabinete emergencial de crise criado pela chefona-em-comando Dilma. No Rio de Janeiro, 200 soldados do EB atuarão na Reserva Biológica de Guaratiba. Os militares trabalharão como “guardas-parques”. Cuidarão, principalmente, da prevenção de incêndios. É o ensaio para a formação da “Guarda Nacional” – discretamente prevista na reengenharia das Forças Armadas.
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