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Mesmo com o Exército no Alemão, morador é executado com 20 tiros
Apesar da presença da Força de Pacificação do Exército no Complexo do Alemão, traficantes deram uma demonstração de violência e ousadia no fim da noite de quarta-feira. O eletricista Wallace Moreira Amorim, de 31 anos, foi executado com pelo menos 20 tiros de pistola por um dos gerentes da Favela Nova Brasília, vizinha à localidade Guadalajara, onde ocorreu o crime.
Por volta das 21h20, um homem identificado como Juninho ou Jota chegou numa moto, com um comparsa encapuzado, e começou a disparar. Wallace estava no Bar do Genival, em frente à sua casa, na Rua Hidalgo, a pouco mais de 300 metros de um grupo de militares. Christiano Moreira, 38 anos, irmão da vítima, estava ao lado e foi atingido na perna, mas conseguiu escapar. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o caso.
Testemunhas disseram que Christiano teria conseguido correr e pedido ajuda aos soldados. Em nota, o Comando Militar do Leste limitou-se a dizer que “as circunstâncias e a motivação em que ocorreu o crime estão sendo apuradas pela DH, com o apoio de integrantes da Força de Pacificação”.
Hostilidade com traficantes
Christiano contou à polícia que o irmão já havia sido ameaçado por traficantes de outras comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Após a tomada do Alemão pelas forças de segurança, em novembro, Wallace — que trabalhava numa empresa que presta serviços terceirizados para a Light — passou a discutir com usuários de drogas e traficantes remanescentes.
Em dezembro, o eletricista teria convidado militares e policiais para sua festa de aniversário. De acordo com vizinhos, há duas semanas, Wallace teria agredido um usuário de drogas e discutido com um traficante. A vítima era casada e tinha três filhos.
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