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Exército interdita mais uma vez trecho da BR-101 
Suspensão do trânsito na pista durou três horas e teria sido feita por precaução

Julio Rocha // [email protected]

P ouco mais de três meses após serem feitas obras de recuperação em uma das faixas da BR-101, na altura do bairro de Emaús, em Parnamirim, o Exército novamente interditou uma das faixas de rolamento da via na tarde de ontem, alegando motivos de precaução, devido às fortes chuvas que caíram durante o dia. O trecho sofreu reparos no início do ano após o asfalto ceder, formando uma cratera de 10 metros de profundidade e cerca de 40 de extensão. A obra custou R$ 4,5 milhões ao Governo Federal.
Soldados colocaram, na tarde de ontem, lonas e sacos de areia entre o canteiro da rodovia e as margens do rio Pitimbu para tentar evitar possível deslizamento Foto:Eduardo Maia/DN/D.A Press Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, a interdição da faixa da direita (sentido Parnamirim-Natal) ocorreu a partir das 15h40, durando cerca 3 horas. Os soldados do Exército colocaram lonas e sacos de areia no canteiro da BR-101 até as margens do rio Pitimbu, para evitar possíveis riscos de desabamento. O fluxo de veículos foi liberado no início da noite, mas equipes do Exército permaneceram no local.
O trecho interditado é exatamente o mesmo onde, no último dia 21 de janeiro, abriu-se uma cratera devido à força da chuva. Uma semana após o desabamento, o ministro do Transportes, Alfredo Nascimento, visitou o local e afirmou que seriam liberados R$ 4,5 milhões para recuperação da pista, que foi liberada para o fluxo de trânsito no dia 6 de abril, após obras do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) e do Exército.
Porém, segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RN), Adalberto Pessoa, o trecho continua apresentando risco iminente. “Até hoje, o DNIT não apresentou o projeto da obra, nem se houve acompanhamento técnico de engenharia. Desta forma, acredito que o trecho pode romper a qualquer momento. As obras de engenharia não podem ser feitas de qualquer jeito”, afirmou Adalberto Pessoa.
A reportagem do Diário de Natal tentou contato com o comando do Exército para saber os riscos de acidente e os motivos da ação, mas até o fechamento desta edição não foi atendida.
DIÁRIO DE NATAL
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