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Pela segunda vez em menos de umês, a presidente Dilma Rousseff participou, nesta terça-feira (19), de um evento ao lado de militares. Da mesma forma como quando recebeu quatro condecorações dos comandantes militares, no início de abril, Dilma preferiu não fazer um pronunciamento para celebrar o Dia do Exército.
Em evento que contou com 257 agraciados por ordens ao mérito concedidas pelo Exército, a presidente chegou ao evento, passou as tropas em revista e dirigiu-se a um palanque montado no Quartel General do Exército, em Brasília, onde sentou-se entre ministros de seu governo, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), do STM (Superior Tribunal Militar), do STF (Supremo Tribunal Federal), além de outras autoridades.
Em vez de discursar, o mestre de cerimônias leu uma mensagem em nome de Dilma. Nela, a presidente destacou o papel do Brasil na missão de paz no Haiti e dos militares em ações humanitárias dentro do país, levando serviços de saúde a populações carentes. Mais uma vez sem destacar sua participação na luta armada durante a ditadura, Dilma preferiu não criar polêmicas e elogiou o trabalho do Exército.
“A sociedade brasileira tem plena confiança na eficiência dos integrantes da Força Terrestre. Os valores que lhes são inerentes – patriotismo, profissionalismo e dedicação – fazem dessa instituição uma fonte permanente de orgulho para o país.”
O comandante do Exército, Enzo Martins Peri, optou por destacar a necessidade de rearmamento das Forças Armadas brasileiras. Peri afirmou que o país deixou para trás “o sonho de ser uma potência emergente para alinhar-se entre os principais atores globais”.
– Isso impõe, entre tantas outras urgências, a necessidade de um escudo para o nosso desenvolvimento, um aparato de dissuasão e defesa que dê visível musculatura à estatura do Brasil. Isso impõe que se queimem etapas, para, de um salto ousado, se chegar à transformação, como já propõe a Estratégica Nacional de Defesa.
A Estratégia Nacional de Defesa é um programa do Ministério da Defesa para reaparelhamento da Marinha, Exército e Aeronáutica e que, segundo o mercado, deve gerar compras e contratos de cerca de US$ 35 bilhões em aviões, tanques, navios e armas.
Condecorações
Dentre as 257 personalidades que foram condecoradas pela presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia estão dez ministros (José Eduardo Cardozo, da Justiça; Antonio Patriota, das Relações Exteriores; Alexandre Padilha, da Saúde; Miriam Belchior, do Planejamento; Fernando Bezerra, da Integração Nacional; Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência; Luís Adams, da Advocacia-Geral da União; Alexandre Tombini, do Banco Central; Moreira Franco, dos Assuntos Estratégicos e Maria do Rosário, dos Direitos Humanos).
Além deles, foram homenageados o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e os ministros Cezar Peluso e Luiz Fux, do STF. Oito ministros do STJ também receberam a condecoração. A jornalista Ana Paula Padrão, da Rede Record, foi homenageada com o título de comendadora do Exército.
R7
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