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Despesa militar apresenta crescimento de 1,3% em 2010
Brasil reflete tendência regional e amplia investimentos militares em 9,3%

Caça Rafale decola em base militar francesa, na ilha da Córsega, em direção à Líbia (Stephan Agostini/ AFP)

A despesa militar mundial em 2010 foi de US$ 1,630 trilhão, 1,3% maior do que em 2009, enquanto o Brasil registrou alta de 9,3% nos gastos com armamento, segundo um relatório divulgado neste domingo pelo Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês).

Essa alta é a menor registrada desde o início da onda mundial de crescimento das despesas militares, que começou em 2001, destacou o Sipri, que a justifica como uma reação atrasada à crise financeira e econômica de 2008, sobretudo no caso da Europa, onde a despesa em armas caiu 2,8% em 2010 com relação a 2009.
A América do Sul registrou a maior alta regional, com 5,8%, embora com exceções como a Venezuela; seguida pela África, com 5,2%; o Oriente Médio, com 2,5%, e a Ásia e Oceania, com 1,4%.
Os Estados Unidos mantiveram sua destacada liderança com uma despesa de US$ 698 bilhões, 43% do total e seis vezes mais do que o país seguinte na lista, a China, que precede, na ordem, Reino Unido, França, Rússia, Japão, Arábia Saudita, Alemanha, Índia e Itália.
A elevação da despesa militar dos EUA registrou uma desaceleração ao passar de uma alta média anual de 7,4% entre 2001 e 2009 para um aumento de 2,8% no ano passado, embora os orçamentos do governo de Barack Obama apontem que o investimento em defesa continua recebendo um “tratamento privilegiado”, segundo o Sipri.
A alta da despesa militar na América do Sul, que atingiu os US$ 63,3 bilhões em 2010, se explica sobretudo pelo crescimento econômico registrado na região, menos afetada pela crise mundial.
Razões geopolíticas também explicam a modernização do setor militar do Brasil, o líder regional, que quer projetar assim “seu poder e influência” na área, afirmou o Sipri.
O Brasil aumentou sua despesa militar em 9,3% em 2010 e foi responsável por 80% da alta registrada na América do Sul.
Por outro lado, o relatório do Sipri ressaltou que, ao contrário da tendência geral na região, na Venezuela a despesa militar caiu 27,3% e em termos reais está agora ligeiramente abaixo do nível de 2001.
Veja/EFE
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