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Leandro Colon e Lisandra Paraguassu
A Presidência da República admitiu ontem que falhou ao permitir a carona clandestina da professora de educação física Amanda Patriarca no avião presidencial que levou Dilma Rousseff para passear em Natal (RN) no carnaval.
“Houve um equívoco no processo de autorização de viagem da passageira em questão, que não fazia parte da comitiva da presidenta da República”, afirmou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em nota divulgada a pedido da própria presidente Dilma.
O Estado revelou ontem que Amanda Patriarca foi infiltrada, na última hora, nos voos de ida e volta para Natal pelo comandante do avião presidencial, coronel Geraldo Corrêa de Lyra Júnior, sem a ciência da presidente. A presença da professora no avião abriu uma crise no GSI, órgão responsável pela segurança de Dilma. A professora confirmou ao Estado que embarcou com autorização do comandante. Ontem, ele negou ter autonomia para conceder tal autorização e disse que a definição da lista de passageiros é prerrogativa da Presidência da República (veja o texto abaixo).
Segurança. Sem a comprovação documental de que alguma autoridade avalizou o embarque da passageira, o Palácio do Planalto decidiu divulgar uma nota em que admite o erro e afirma que, apesar disso, a segurança da presidente não foi afetada. “Todos os passageiros do voo em questão foram previamente identificados e submetidos aos procedimentos usuais de segurança”, diz a nota.
A preocupação do governo foi demonstrar que a proteção da presidente não tem falhas. Internamente, a atitude do coronel Lyra Júnior foi considerada um abuso e uma ousadia ao rigor militar e à segurança da presidente.
A revelação do caso pelo jornal fez o Palácio do Planalto mudar de postura de um dia para o outro. A nota do GSI contrariou comunicado da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto enviada ao Estado na quarta-feira. O Planalto informara que não poderia comentar a presença clandestina de Amanda no avião porque listas de passageiros de voos presidenciais “não são passíveis de divulgação, total ou parcial”. Ontem, antes da divulgação da nota, o Planalto tentou montar versão às pressas para minimizar a quebra de segurança.

ESTADÃO


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