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Guaratinguetá abriga o maior complexo de ensino técnico da América Latina

Localizada no Vale do Paraíba, a 176 km de São Paulo, a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) abre todos os anos 1,5 mil vagas para jovens que já possuem diploma de nível técnico ou que desejam cursar uma das especialidades oferecidas pela Força Aérea em 27 diferentes áreas profissionais.
Durante o curso, o aluno recebe fardamento, assistência médica e odontológica, auxílio para material escolar e uma ajuda de custo mensal (soldo). Os estudantes passam a semana em regime de internato, com a expectativa de serem liberados às sextas-feiras ao final da instrução diária.
A escola oferece dois tipos de oportunidades para quem busca uma profissão na carreira militar: o Curso de Formação de Sargentos (CFS), com duração de quatro semestres letivos e que corresponde ao ensino técnico; e o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS), para quem já possui diploma de curso técnico, com duração de 24 semanas. O corpo docente da Escola de Especialistas é formado por 180 professores, entre civis e militares.
Estudo

Até o ano passado, a EEAR formou cerca de 64 mil sargentos especialistas para a Força Aérea Brasileira. A concorrência para uma dessas vagas não foi fácil. “É preciso ser persistente. Passei dois anos tentando concretizar esse sonho. Abri mão de muita coisa, mas valeu a pena”, afirma a estudante Fernanda Goulart, primeira colocada no Curso de Formação de Sargentos de 2010.











Conheça especialistas que viveram mais da metade da história da FAB
Um viu um anúncio no jornal. O outro ouviu um parente contar sobre a carreira. Em comum, eram jovens com idade na faixa dos 17 anos. Buscavam uma profissão e um futuro. Lá se vão mais de três décadas no serviço ativo, dedicados à Força Aérea Brasileira e ao Brasil. Juntos, viram nascer o atual sistema integrado de controle de tráfego aéreo e a defesa aérea. Desbravaram o interior do país e ajudaram a escrever, ao lado de tantos outros, mais da metade da história da instituição que completou 70 anos em janeiro.
“Sou grato pela carreira que escolhi. Realizado e reconhecido”, afirma o Tenente-Coronel Controlador de Tráfego Aéreo Jari Carlos da Silva (na foto à esquerda), o oficial especialista com mais tempo de serviço ativo da Força Aérea. São mais de 42 anos de trabalho. Uma histórica que começou em 1968 a partir de um anúncio no jornal O Dia, falando sobre um cursinho preparatório para a carreira. O estudante disputou uma das 550 vagas oferecidas naquele ano e, ao lado de 22 mil candidatos em todo o país, garantiu a oportunidade com a 17ª melhor nota do concurso.
Na Escola de Especialistas de Aeronáutica, optou e foi escolhido para o curso de Controlador de Voo, nome dado à época aos Controladores de Tráfego Aéreo. Era uma época em que o país tinha cobertura radar apenas nas regiões terminais de São Paulo e Rio de Janeiro. O controle do tráfego era feito de forma convencional, apoiado em comunicações por rádio. Os atuais Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) ainda não existiam.
De São Paulo, o então Terceiro-Sargento Jari seguiu para o Destacamento de Aeronáutica de Porto Nacional, hoje no Estado de Tocantins. Ali, conheceu a esposa, viu nascer o primeiro filho e a região central do país ser ocupada após a inauguração de Brasília. “Você não imagina o que era isso aqui naquela época. Era possível ver cobras atravessando a rua”, conta.
Nos anos 80, passou no concorrido concurso para oficial especialista e, como aspirante, foi trabalhar em Belém (PA). De lá, seguiu para o Serviço Regional de Proteção ao Voo de Brasília (SRPV), mais tarde absorvido pelo CINDACTA I. Hoje, o oficial trabalha na Subdivisão de Gerenciamento de Tráfego Aéreo do CINDACTA I, numa das regiões com maior volume de aeronaves no país.
“Valeu a pena. Tudo o que um graduado poderia atingir, eu consegui”, afirma o Suboficial Marcos Antonio Batista Coutinho (imagem à direita), que tem mais de 36 anos de serviço ativo na Força Aérea. O terceiro de cinco filhos, ouviu de um cunhado as primeiras informações da carreira. Na época, um cabo recém-aprovado para o curso de sargento da Escola de Especialistas de Aeronáutica.
Da primeira vez que prestou a prova, o Suboficial Coutinho foi aprovado, disputando um das vagas oferecidas com mais de 20 mil candidatos de todo o país. “Comecei como radiotelegrafista de terra”, afirma. Na época, esse profissional era o responsável pelo trâmite de informações entre as unidades militares, cuidava ainda da confecção e difusão dos boletins meteorológicos, da transmissão dos planos de voo, dentre outras funções. Hoje, essas atividades são apoiadas por modernos equipamentos.
Da Escola de Especialistas, em 1976, o jovem militar seguiu para o Comando de Defesa Aérea (COMDA). Lá, viu nascer a atual estrutura de defesa do país e trabalhou ao lado de lendários “Dijon- Boys”, como ficaram conhecidos os militares que introduziram o primeiro caça supersônico da Força Aérea no país: o Mirage III.
Na carreira, o militar foi o primeiro graduado do recém-criado Destacamento da Chapada dos Guimarães, nos anos 80, e comandante do Destacamento de Cachimbo, no Pará, de onde saiu em 2005. O Suboficial Coutinho passou a ainda pela Aditância do Brasil na França e trabalha hoje em dia no Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), em Brasília. “Acredito que o momento mais feliz da minha carreira foi o reconhecimento com a indicação para missão no exterior”, afirma
Agência Força Aérea
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