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Militar argentino provocou morte de haitiano durante eleições
Autoridades da Minustah investigam a origem do disparo que atingiu o civil
Um soldado do destacamento da Argentina, que integra a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), matou um haitiano, informou o Ministério da Defesa de Buenos Aires.
O incidente aconteceu neste domingo (20), durante os tumultos decorrentes da realização do segundo turno das eleições presidenciais no país, disputado entre o cantor Michel Martelly e a ex-primeira-dama Mirlande Manigat.
O civil haitiano foi atingindo por um tiro e morreu ao ser transportado, pelos soldados argentinos, para o Hospital de Saint Marc.
De acordo com a informação oficial, autoridades da Minustah estão investigando a origem do disparo que causou a morte.
O Ministério da Defesa informou que, no domingo, os Cascos Azuis do Batalhão Conjunto Argentino foram advertidos sobre incidentes em um centro de votação em Dessalines, no Departamento de Artibonite, no qual cerca de 50 pessoas armadas estavam envolvidas.
– Em cumprimento de suas tarefas no Haiti, os militares atenderam ao chamado de proteger o centro de votação e foram atacados com disparos de armas pelos manifestantes.
O Ministério da Defesa informou que mesmo depois dos Cascos Azuis procederem com todas as medidas de advertência e dissuasórias, “não se conseguiu que o grupo armado desistisse do enfretamento”.
Dias antes da realização das eleições, a Minustah convocou ambos os candidatos a pedir “calma” a seus militantes.
– A campanha eleitoral deve ser concluída com respeito recíproco e evitando qualquer tipo de violência.
Os resultados preliminares da eleição serão conhecidos no dia 31 de março e os definitivos em 16 de abril.
ANSA
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