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Itabirano conta como foi servir às Forças Armadas
Depois de servir à Aeronáutica por um ano, em Lagoa Santa, o itabirano Mateus Filipe Perucci Ventura, 19 anos, voltou para casa. No dia 31 de janeiro deste ano ele retornou a Itabira, após cumprir o período obrigatório.
Na entrevista a seguir, Mateus conta como é o dia a dia dos militares das Forças Armadas, os desafios e a rigidez das regras. Ele também fala da falta que sentiu da família, dos amigos e da namorada Lorrane, durante o tempo em que serviu. Confira!
Quanto tempo você ficou nas Forças Armadas?
Servi durante um ano, que foi o período obrigatório. Esperei passar o período obrigatório e saí no dia 31 de janeiro deste ano.
Por que você saiu?
Saí porque vi que não era exatamente o que eu queria para minha vida profissional. Com certeza é uma experiência única, ninguém vai saber o que é se não passar pelo que passei. Com essa experiência, aprendi muitas coisas, amadureci mais rápido, porque a vida em um regime militar é bem puxada. Somei muitos pontos positivos na minha vida.
O que motivou você a entrar para a área militar?
O motivo pelo qual me interessei pela carreira militar foram meus familiares. Meu avô já serviu ao Exército, meus tios serviram às Forças Armadas. Tenho um primo sargento no Rio de Janeiro, um tio que é sargento em Lagoa Santa, onde eu servi.
Como é o dia a dia de um militar das Forças Armadas?
É bem puxado, porque você tem horários e regras bem rígidas a cumprir; não pode ter atraso, tem que seguir uma hierarquia; você não pode fazer nada por conta própria, sempre tem que ter uma autorização do seu superior hierárquico.
Quais as principais dificuldades?
As dificuldades que eu tive foram sair de casa cedo, ir para uma cidade onde a única pessoa que eu conhecia era um tio – a quem eu era subordinado. Arrumei uma casa pra morar, junto com mais dois amigos da minha turma.
Outra dificuldade foi a ausência da família, amigos e uma pessoa especial (Lorrane, minha namorada). Por mais que eles me apoiassem, me dessem força, eles não estavam ali no meu dia a dia, convivendo comigo para suprir essa falta.
O que mais lhe surpreendeu lá dentro?
Ah, tudo me surpreendeu, pra falar verdade, porque quando você sai de uma vida civil para entrar na vida militar, tudo é novo. Parece que você está reaprendendo a viver um modo totalmente diferente do que vivi até os 18 anos. Lógico que os ensinamentos familiares nos dão uma base forte e muitos valores. O respeito e o limite aprendemos em casa, mas sempre é bom termos mais conhecimentos.
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