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Saiba como os militares brasileiros ajudam na reconstrução do Haiti

Com 2.309 militares, o Brasil é hoje a nação de maior efetivo engajado na força militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). A atuação dos brasileiros, em conjunto com tropas de outros 18 países, num total de 8.740 militares, tem sido fundamental não só para a garantia de um ambiente seguro e estável para o Haiti, mas também como alicerce para as bases do processo de recuperação e reconstrução do país.
Um dos responsáveis por diversos projetos visando a melhoria da condição de vida dos haitianos é a Companhia de Engenharia de Força de Paz Braengcoy Haiti, que conta com 250 militares do Exército Brasileiro (EB).
Para ter uma ideia do trabalho realizado no país, só o Décimo Terceiro Contigente (que está no país desde julho do ano passado) da unidade havia removido, até o dia 3 de dezembro, um total de 6.037 metros cúbicos de entulhos provenientes do terremoto de 12 de janeiro de 2010. Além disso, 4,5 mil metros quadros de terreno foram limpos para a instalação de campos de deslocados e hospitais de campanha.
A atuação da Companhia também se dá na terraplanagem de ruas de Porto Príncipe, manutenção de pavimento asfáltico e drenagem e limpeza de canais. “Atuamos ainda na reparação de construções históricas, como o Museu e o Forte Nacional”, explica o Major Haroldo Paiva Galvão, Oficial de Operações da Companhia.

Outra atividade em andamento refere-se à Hidroelétrica de Artibonite, na região central do país. A obra faz parte de um convênio entre os governos Brasileiro e Haitiano. A missão da Companhia de Engenharia é auxiliar na fase de levantamento topográfico da área e finalizar o projeto de construção.
Nos próximos dias, um poço será perfurado em Belair, bairro de Porto Príncipe, e deve atender cerca de 500 famílias diariamente. A Companhia presta apoio ainda na distribuição de água potável para três orfanatos, com um volume de 36 mil litros distribuídos semanalmente.
Ações dessa natureza tem ajudado a amenizar um pouco o sofrimento do povo haitiano. Passado um ano do terremoto, a situação ainda é bastante crítica. Estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas ainda viva em campos de desabrigados. O antigo campo de pouso da Base Aérea da Força Aérea Haitiana hoje abriga o campo de deslocados Jean Marie Vincent, onde se espremem cerca de 56 mil pessoas em mais de 15 mil barracas em condições precárias de higiene.
“A avaliação que fazemos de um ano pós terremoto é que se fez muito, trabalhou-se muito, mas há ainda bastante o que fazer. Um dado importante é que a estabilização do país tornou possível o trabalho de várias organizações no país, sem a qual não teriam condições de desenvolverem suas atividades para ajudar o povo haitiano. Uma das necessidades primordiais hoje no país é a geração de emprego”, analisa o General-de-Brigada Luiz Guilherme Paul Cruz, chefe da componente militar da MINUSTAH.

O trabalho desenvolvido pelos militares brasileiros ganhou a confiança dos haitianos. Uma pesquisa realizada entre novembro e dezembro com 800 pessoas nas regiões de Belair e Campo de Marte, áreas sob a jurisdição do Segundo Batalhão de Infantaria de Força de Paz, apontou que 97% dos entrevistados são favoráveis à permanência das tropas da MINUSTAH nessas localidades.
“A presença dos militares brasileiros tem sido muito boa, pois eles nos ajudam nas áreas de segurança, alimentação e saúde. Sem esse apoio acredito que a situação seria muito pior”, afirma o haitiano Samuel Saint Louis.
Para apoiar os militares no Haiti a Força Aérea Brasileira (FAB) mantém voos quinzenais de ressuprimento. De agosto a dezembro de 2010, a FAB transportou mensalmente, em média, 27 toneladas de material e gêneros alimentícios. 
CECOMSAER/FAB
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