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O Ministério da Defesa deverá ganhar novas atribuições em relação à Defesa Civil para facilitar a sua atuação em casos de tragédia como a ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro. A presidenta Dilma Rousseff quer as Forças Armadas mais presentes, atuando na linha de frente. Para isso, estuda-se até mesmo a alteração na Lei Complementar 97, com ampliação das áreas de emprego das Forças Armadas. Também poderá ser criada uma coordenação de ações de Defesa Civil no Ministério da Defesa.
wilton júnior/aeAlém de trabalhar nas buscas por corpos e sobreviventes, as Forças Armadas também dão apoio a uma série de ações governamentaisAlém de trabalhar nas buscas por corpos e sobreviventes, as Forças Armadas também dão apoio a uma série de ações governamentais
Hoje, as Forças Armadas estão atuando na região serrana do Rio em apoio às outras iniciativas do governo. Os militares não estão à frente das ações e só passarão a comandar a operação se a presidente Dilma determinar, o que ainda não aconteceu. As Forças Armadas montaram uma espécie de esquema emergencial, como fizeram em algumas áreas no Haiti, após o terremoto do ano passado.
Com isso, entraram em operação helicópteros, estão sendo levadas pontes móveis de quartéis de engenharia de todo o Brasil para tirar comunidades do isolamento, foram montados os primeiros hospitais de campanha e distribuídas barracas de lona para atender famílias desabrigadas.
Preocupada com a desarticulação entre os órgãos do governo, que verificou principalmente no último final de semana, como mostrou o Grupo Estado, a presidente Dilma quer um “maior protagonismo” das Forças Armadas, pois conhece a capacidade de organização dos militares. Dilma ficou muito contrariada com a demora no atendimento às vítimas e considerou inadmissível o completo desentrosamento, o que deixou claro que a Defesa Civil no País só existe no papel. Daí a ideia de criação de uma coordenação dessas ações.
Enquanto isso, O Ministério da Defesa nomeou o comandante da 1ª Divisão de Exército, general Oswaldo Jesus Ferreira, como responsável pelas forças federais de operação na região serrana do Rio. Toda a estrutura que está sendo montada é semelhante à criada para o Morro do Alemão. No fim de semana eram 780 homens, que já passaram para mil e a intenção é de se chegar a pelo menos 2 mil homens das Forças Armadas, principalmente do Exército, auxiliando no resgate de vítimas e prestando atendimento.
Nesta segunda-feira (17), em entrevista no Planalto, o ministro Nelson Jobim lembrou que “qualquer intervenção e participação” direta do Ministério da Defesa no processo de atuação nas áreas atingidas devem ser tomadas “caso a caso e por decisão da presidenta da República”. Portanto, acrescentou, no momento, a Defesa está atuando “no apoio às ações de Defesa Civil” que estão sendo desenvolvidas pelo Estado e municípios, sob coordenação do governo do Rio.
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