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Depois do 36º BIMtz, de Uberlândia, quartel de Araguari também foi atacado


Invasões ao 36º BIMtz serão investigadas

Homens invadiram área de sentila do Batalhão e dispararam contra os soldados

Renata Tavares
As duas invasões ao 36º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz) registradas entre os dias 31 de dezembro e 2 de janeiro serão investigadas pelo Exército em parceria com os serviços de inteligência dos órgãos de segurança pública de Uberlândia. A informação foi confirmada pelo coronel, responsável pelo 36º BIMtz, Carlos André Alcântara Leite, na manhã desta segunda-feira (3). “É um trabalho de inteligência, fundamental.”
Nos dois dias dois homens invadiram a área de sentinela do Batalhão, vigiada 24 horas por dia, dispararam contra os soldados, que revidaram com tiros. Diante o confronto, os invasores fugiram e ainda não foram localizados.
O coronel não informou detalhes da invasão e ressaltou que as ações foram consideradas isoladas, por que segundo ele há dois anos, desde que está sob comando do Batalhão, nenhuma ocorrência semelhante foi registrada. “Não sabemos dizer o que foi. Qualquer afirmação ou definição seria prematura e leviana de minha parte. Temos de trabalhar com fatos concretos”, disse o coronel. 
A ação dos invasores, segundo Leite, foi audaciosa e perigosa. O coronel ainda ressalta que a segurança do Batalhão não será reforçada, porque já é forte. “A ação foi ousada e não é recomendável a ninguém. Nem por brincadeira. Poderia acontecer uma resposta com maior intensidade. Nossos soldados estão preparados e realizaram a resistência devida. Estamos em condições de rechaçá-los.” 

Batalhão de Araguari também foi invadido

Um fato similar também aconteceu no 11º Batalhão de Engenharia e Construção de Araguari, a 30 quilômetros de Uberlândia. Segundo o coronel, Rony Prudente Cavalcante, quatro indivíduos desceram de um veículo suspeito e seguiam em direção ao quartel quando o sentinela atirou para o alto e eles fugiram.
Ainda segundo o coronel, a tentativa de invasão aconteceu na noite de ontem. “Nós recebemos uma ligação de que havia carros suspeitos rondando o quartel, chamamos 50% do nosso efetivo e já montamos guarda. Estávamos conversando e os instruindo quando ouvimos o disparo. Não temos pistas sobre os suspeitos”, disse.
A segurança, segundo o coronel, vai continuar reforçada até que seja apurado o que aconteceu no local. O coronel ainda disse que não sabe se o fato tem ligação com o de Uberlândia.
A reportagem tentou contato com o comandante do Exército de Araguari, mas ainda não obteve respostas.
CORREIO DE UBERLÂNDIA
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