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CD-ROM “Direito à memória e à verdade” para escolas abre primeira crise militar da Era Dilma
Jorge Serrão
Os radicalóides petralhas vão arranjando um jeitinho de gerar uma crise militar logo no comecinho do governo da chefona-em-comando Dilma Rousseff. Em mais uma provocação contra as Legiões, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação (MEC) decidiram enviar às escolas públicas de ensino médio do País o CD-ROM “Direito à memória e à verdade”. É mais uma peça de propaganda na guerra psicológica contra as Forças Armadas que vai provocar reações iradas nas casernas. 
O material “ideológico-educativo” contém 10.505 imagens, trechos de 380 filmes e documentários, além de 4.892 canções que marcaram o período de 1964 a 1985 – que os educadores do governo Lula-Dilma chamam de reação popular aos “porões da ditadura militar”. O documento foi encomendado pelo governo petista ao Projeto República, um centro de documentação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pela historiadora petista Heloísa Starling. Outro responsável pela elaboração do CD-ROM é o historiador Augusto Carvalho Borges.
Uma das aulas – voltadas para fazer a cabeça de mais de 7 milhões de estudantes – pretende transformar em heróis e mártires as chamadas “vítimas da repressão”. O curso digital fornecerá uma lista e a biografia dos 384 desaparecidos políticos. O CD-ROM inclui parte do conteúdo do livro “Direito à memória e à verdade”, lançado pela Secretaria de Direitos Humanos em 2007, e que abriu uma crise entre os comandantes militares, o ministro da Defesa Nelson Jobim, e os ministros Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e Tarso Genro (então na Justiça e agora futuro governador do Rio Grande do Sul).
Na apresentação do CD-ROM, os ministros Fernando Haddad (Educação) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) deixam claras suas intenções: “Estamos, ambos ministros, convencidos de que somente dando visibilidade aos fatos ocorridos em nosso passado recente poderemos ajudar na construção da memória nacional e contribuir ativamente na construção de nosso futuro”. Vannuchi e Haddad avaliam que o material é “mais um passo no reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de sua responsabilidade nas graves violações aos direitos humanos ocorridas durante os anos do regime militar”.
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