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“Será que mesmo morando em um lugar perigoso, ainda assim, não posso portar uma arma de fogo para defesa própria?”

MARCO AURÉLIO REIS
A tentativa de invasão de quartel do Exército na Vila Militar, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, evidencia que a vida dos militares lotados em quartéis no estado está sob os efeitos do emprego de tropas da Marinha e do Exército na pacificação do complexo do Alemão, na Zona da Leopoldina. Entre pessoal do Exército, a maioria serve no 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista, exatamente o que sofreu o ataque bandido, no qual soldado de 19 anos foi baleado após impedir a invasão.
Na tropa das Forças Armadas que serve no Rio, o clima é de apreensão. A cueca com bolso interno para esconder a carteira de identidade voltou à moda. A peça ajudou mais um militar esta semana, desta vez um sargento, a não ser identificado em assalto. Entre os praças, a principal angustia é não ter porte de arma liberado para se defenderem fora do quartel.
EMBOSCADA
“Já fui vitima de emboscadas”, conta amigo da Coluna que é confundido com policial. “Me livrei por conhecer bandidos que moram perto de minha casa”, completa.
PARA A PRÓPRIA DEFESA
“Será que mesmo morando em um lugar perigoso, ainda assim, não posso portar uma arma de fogo para defesa própria”, questiona esse mesmo amigo, ainda sem porte.
NOVA SITUAÇÃO
Há uma nova situação criada pelo episódio do Alemão, não só para os militares que ficaram expostos aos traficantes. Essa é a afirmação mais ouvida nos quartéis do Rio.
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