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    O Comandante da Força de Paz do Complexo do Alemão , General Sardemberg salta de paraquedas na formatura de um turma em treinamento nos Campos dos Afonsos (Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)
Antes de assumir o Comando da Força de Pacificação dos complexos da Penha e do Alemão, o general de brigada Fernando José Lavaquial Sardenberg, de 52 anos, foi se despedir de uma grande paixão: saltar de paraquedas. Como terá que passar pelo menos três meses à frente da tropa nas favelas, o comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista saltou nesta segunda-feira com a turma do terceiro ano do curso básico de paraquedismo para cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).
Sardenberg já está preparado para morar nos complexos, mas tinha que aproveitar os últimos minutos do que mais gosta de fazer, completando, segundo seus cálculos, o 1.501 salto de paraquedas. A entrada da tropa nas favelas vai ocorrer antes do fim do ano. O general de Exército Adriano Pereira Júnior, comandante do Comando Militar do Leste (CML), foi nesta segunda-feira a Brasília com o esboço do planejamento inicial a ser adotado nas operações no local.
A última missão do general Sardenberg no ar, antes de ir às favelas, começou às 7h de segunda-feira, quando o avião Amazonas da FAB decolou do Campo dos Afonsos. Ao todo, 134 pessoas pularam de paraquedas, de uma altura 350 metros.

O Comandante da Força de Paz do Complexo do Alemão , General Sardemberg salta de paraquedas na formatura de um turma em treinamento nos Campos dos Afonsos (Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)

Uma surpresa foi reservada para três cadetes: seus pais, coronéis que serviram na brigada, também saltaram. A escola de paraquedistas já formou cerca de 80 mil paraquedistas, desde 1945, quando o curso, com duração de quatro anos, foi criado para brasileiros e estrangeiros de nações amigas.
Na hora do salto, Sardenberg estava visivelmente emocionado. Há 30 anos, ele estava na mesma situação, como cadete.
– Quando sai uma nova turma, é a renovação do espírito paraquedista. Há um vínculo afetivo da gente com esses meninos. A gente se vê um pouco em cada garoto que está se formando – comentou ele, com um peso de cerca de 15 quilos de equipamentos.
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