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A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) reforçou a segurança no país após uma onda de protestos contra os resultados das eleições gerais do país de 28 de novembro.
Hoje, manifestantes atearam fogo ao quartel-general do partido do candidato governista, Jude Celestin, da Coalizão Unite. Ele e a ex-primeira-dama, Mirlande Manigat, da Assembleia dos Democratas Nacionais Progressivos, foram para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 16 de janeiro de 2011.
O coronel Carlos Aversa, porta-voz da Minustah, disse à Rádio ONU em Nova York, de Porto Príncipe, que a cidade amanheceu com “algumas barricadas, fogo na rua. Nós tivemos notícia de tiros a noite inteira. Mas, por enquanto, ainda que os protestos sejam bastante numerosos, não são o que a gente pode chamar de violentos”.
Segundo Aversa, o que há “são pequenos grupos manifestando apoio a esse ou àquele candidato, pneus queimando, algumas barricadas e algumas pedradas. Não temos informe de mortos nem informações de grandes tiroteios, a não ser alguns tiros para o alto”, atestou.
De acordo com a mídia local, os manifestantes estão acusando o partido do governo de favorecer Celestin. Após a apuração, ele recebeu 22,48% dos votos contra 31,37% dados a Mirlande Manigat.
Eleita senadora em 1988, Manigat, de 70 anos, também foi primeira-dama no mesmo ano, quando o marido dela, Leslie Manigat, ocupou a presidência haitiana.
O engenheiro mecânico, Jude Celestin, de 48 anos, foi escolhido pelo presidente René Préval para sucedê-lo no cargo. Ele também ocupou uma posição de destaque após o terremoto do Haiti com os trabalhos de resgate e reconstrução do país.
ANSA
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