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O presidente Lula quer resolver a questão da compra dos caças da França na semana que vem. Ele já avisou ao ministro Nelson Jobim (Defesa) que o assunto será debatido entre eles e sua sucessora, Dilma Rousseff, na próxima segunda.
Salvo algum imprevisto, o modelo Dassault Rafale será escolhido, o Conselho de Defesa Nacional, convocado para ser informado da decisão no dia 10, e o anúncio oficial ocorrerá durante o encontro entre Lula e o seu colega francês Nicolas Sarkozy, no dia 15, para inaugurar a ponte Brasil-Guiana Francesa.
O negócio, estimado em até R$ 10 bilhões para 36 aviões, demorará até um ano para ter suas condições financeiras estipuladas.
Jobim, que permanecerá no cargo na virada de governo, pretende envolver outro país que negocia a compra do caça Rafale, os Emirados Árabes Unidos, para pressionar os franceses.
O Rafale é o avião mais caro da disputa, que conta com o Saab Gripen NG (Suécia) e o Boeing F/A-18 (Estados Unidos).
Os Emirados negociam mais aviões, 60 unidades, só que as conversas estão paradas por dúvidas técnicas e pressões políticas.
A Líbia é outro país que considera o caça francês, que nunca foi vendido para o exterior.
É com isso que o Brasil conta. Especialistas franceses veem a empresa Dassault em apuros caso não feche a venda brasileira. Além daqui e dos países árabes, o Rafale busca também ganhar uma competição para mais de cem aviões na Índia.
Segundo a Folha apurou, a FAB, que já havia indicado preferência pelo Gripen, não vai protestar caso o Rafale seja mesmo o escolhido.
FOLHA DE SÃO PAULO/GEO POLÍTICA BRASIL
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