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Rio: Forças Armadas ficam até UPP
Sérgio Cabral pede ajuda ao Ministério da Defesa para tentar manter cronograma
O governador Sérgio Cabral pediu ao Ministério da Defesa que ocupe o Complexo do Alemão com suas forças de segurança até que o estado forme novos policiais militares que vão atuar na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela.
Segundo o governador, a medida vai possibilitar que o cronograma de instalação de UPPs em outras comunidades não seja alterado.
— Nós temos um cronograma na nossa política de segurança. Agora, com a operação do Alemão, foi aberta uma janela, que é a possibilidade de o Ministério da Defesa ser o protagonista deste momento importante que o Rio está vivendo. Esta ocupação (do Ministério da Defesa) vai permitir a transição até a chegada da UPP. Por outro lado, alargaria as nossas possibilidades e não comprometeria a estratégia e o cronograma de novas UPPs. Já solicitei ao ministro da Defesa (Nelson Jobim), e o pedido já está bem encaminhado — disse Cabral.
O governador acrescentou que também já conversou sobre o pedido com os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri; do Estado Maior do Ministério da Defesa, general José Carlos de Nardi; e do Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Junior.
O anúncio do governador já havia sido antecipado veladamente pelo comando militar das Forças Armadas reunido no Rio para colaborar com o governo do estado no combate ao crime organizado.
No início da tarde de ontem oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica afirmaram ao GLOBO que a ocupação do Complexo do Alemão era por tempo indeterminado.
Prevendo o pedido de uma permanência maior, os militares reforçaram com homens, logística e blindados a presença na região do Complexo do Alemão.
A Marinha que no início forneceu 16 militares e oito blindados, revelava que seu efetivo na área de conflito aumentara consideravelmente nos últimos dias. De 16 passou para 86; depois pulou para 96 e ontem já trabalhava na região do Complexo do Alemão com 107 fuzileiros navais e 15 blindados, além de dois carros de socorro para o caso de feridos.
O Exército que entrou na batalha com 800 paraquedistas, já operava no Complexo do Alemão com mil homens; e tinha mais 800 à disposição do governo do Rio.
Dos cinco Urutus inicialmente utilizados, o número poderá subir.
E a Aeronáutica garantiu que podem ocorrer ajustes no decorrer das operações de cerco e combate coordenadas pelo governo do Rio.
O GLOBO
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