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Nas negociações para a composição do primeiro escalão do governo de Dilma Rousseff (PT) está sendo discutida a possibilidade de o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), assumir um eventual ministério. A articulação está sendo feita em torno da Defesa, em substituição ao atual ministro, Nelson Jobim.
Essa proposta é bem-vista pelos militares, que desejam ser dirigidos por uma autoridade de peso da alta cúpula da administração federal.Foi a estratégia usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao designar para o cargo o vice-presidente José Alencar e Jobim, esse com o respaldo de ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Nos meios militares, houve uma forte resistência à nomeação, no governo de FHC, de um senador derrotado, Élcio Álvares (ES), para o posto. Ele acabou deixando o cargo sob denúncias de envolvimento com grupos ligados ao narcotráfico.
A Defesa é um dos seis ministérios que estão na cota do PMDB na atual administração. O líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), já sinalizou que o partido deseja manter essa cota e, de preferência, os atuais ministros.
Há rumores de que o cargo da pasta seria uma ferramenta a ser usada por Temer para sufocar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que tira do vice-presidente da República a condição de sucessor do titular do cargo. A matéria já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado na última semana e, se for aprovada em plenário, deverá entrar em vigor logo depois da promulgação.
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