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A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) condenou hoje os atos de violência ocorridos na segunda-feira que deixaram várias pessoas feridas e um manifestante morto nas cidades de Cap-Haitien e Hinche.
Os protestos eram realizados contra o surto de cólera, que já matou mais de 900 pessoas no Haiti. Em nota, a Minustah, que é comandada pelo general brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, considerou que as manifestações desta segunda-feira têm motivação política.
Conforme foi divulgado em Nova York, onde localiza-se a sede da ONU, a missão afirmou que “a forma pela qual os incidentes ocorreram leva a crer que o objetivo era criar um clima de insegurança às vésperas das eleições na ilha caribenha”.
Muitos acreditam que a doença foi causada por algum soldado contaminado das forças de paz da ONU, mas segundo testes de laboratório as alegações não puderam ser confirmadas. Já se sabe que o tipo de vírus veio da Ásia.
Entre os feridos estão seis membros da Minustah em Hinche. Segundo os militares, em Quartier Morin, no norte, manifestantes armados atiraram contra os boinas azuis da ONU. Um dos ativistas foi morto por um dos soldados que respondeu à agressão.
Em vista das eleições que escolherão o novo presidente haitiano e parlamentares no próximo dia 28, a Minustah ainda pediu aos haitianos que continuem vigilantes e que não se deixem manipular pelo que chamou de “inimigos da estabilidade e democracia no país”.
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