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Militares liberam exames atrasados no Hospital de Base
Mariana Sacramento
 
Militares do Exército foram mobilizados para agilizar a liberação de laudos médicos a pacientes com suspeita de câncer. A falta de técnicos administrativos para digitar exames de citologia e biópsia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) era o motivo da demora. Ao longo dos últimos dois meses, 1,7 mil laudos emitidos por médicos patologistas se acumularam na seção de anatomia por falta de funcionários para digitar os exames. Com a chegada do reforço, o resultado de aproximadamente 700 exames já foi repassado para o computador e está pronto para a entrega.

Seis sargentos ocupam a seção de anatomia do hospital: solidariedade (Antônio Cunha/Esp.CB/D.A Press
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Seis sargentos ocupam a seção de anatomia do hospital: solidariedade

A iniciativa partiu do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército, após a matéria publicada no Correio Braziliense em 25 de outubro que alertou para o problema. A reportagem mostrou casos de pessoas com suspeita de câncer que aguardavam por meses o resultado do exame, que é essencial para o início do tratamento. “Vimos a situação crítica dessas pessoas e decidimos colocar à disposição da direção do hospital 20 militares para digitar os laudos. Devido à estrutura da unidade, apenas seis foram empenhados no trabalho. Queremos dar a nossa contribuição à sociedade”, explica o general Santos Guerra.
Os sargentos mudaram-se para as salas da seção de anatomia na última quarta-feira e, segundo o general, devem ficar por lá até que toda a pilha de exames, acumulada nos últimos meses, seja digitada. A ajuda foi bem recebida pela direção do hospital. “O problema não é ter a neoplasia (alterações celulares) ou não. Enquanto a pessoa não tiver aquele papel na mão, vive com a dúvida”, afirma o diretor-geral do HBDF, Luiz Carlos Schimin.
Ele afirma que mais um servidor foi alocado na seção de digitação de exames — antes eram apenas dois — para acelerar o trabalho. Visando evitar os constantes atrasos, o diretor informou que o setor de anatomia passa por um processo de informatização. “A nossa ideia é que o médico já digite o laudo no computador”, afirma Schimin. Mensalmente, 1,2 mil exames são emitidos e levados para a digitação no setor de anatomia.
Pela quarta vez em busca do exame do marido, a aposentada Leopoldina Pereira Neves, 66 anos, conseguiu ontem o diagnóstico do companheiro, que está muito debilitado e sem tratamento. “Enfim, vamos poder cuidar dele, que está com câncer.”

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