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No período em que trabalhou na Secretaria de Segurança do Rio, o falso militar chegou atuar em casos de repercussão, e não apenas em serviços burocráticos como informado anteriormente pelo órgão. Há dois meses, quando homens armados invadiram o Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul da cidade, Carlos da Cruz Sampaio Júnior participou da negociação de rendição dos criminosos.
Em imagens gravadas durante a ação, o falso militar aparece na entrada do hotel perto de um grupo de policiais militares. Sampaio usava um colete à prova de balas, com a inscrição da Secretaria de Segurança Pública.

A Secretaria de Segurança informou, no entanto, que quem cuidou da negociação para a rendição dos criminosos em São Conrado foi a Polícia Militar. O Batalhão de Operações Especiais (Bope), no entanto, nega que o falso militar tenha participado da negociação no hotel.

O servidor que se passava por tenente-coronel do Exército foi preso na sexta-feira (15), no prédio da Secretaria de Segurança, quando chegava para trabalhar. Com ele foi apreendido um revólver. Sampaio vai responder por falsidade ideológica e porte ilegal de arma.
Pai de falso militar presta depoimento
Na tarde desta quarta-feira (20), o pai do suspeito, o capitão da reserva Carlos da Cruz Sampaio, prestou depoimento na delegacia. Ele chegou acompanhado de um advogado e, em depoimento, disse que era o proprietário da arma encontrada com o filho e que está decepcionado com ele.
A polícia investiga se a admissão do falso tenente-coronel do Exército foi autorizada por um integrante da cúpula da Secretaria de Segurança Pública. No currículo que o servidor apresentou à Secretaria consta que ele teria trabalhado até na guarda presidencial, em Brasília. O responsável pela admissão do falso militar pode ser exonerado do cargo.
O Exército, que responde pela guarda presidencial, informou que Carlos Sampaio nunca fez parte da equipe de segurança.
G1
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