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O Governo de Evo Morales planeja transferir 32 mil militares para povoar as zonas fronteiriças bolivianas nos próximos cinco anos, a fim de criar soberania nessas áreas, informou hoje uma fonte oficial.
O comandante-chefe das Forças Armadas, general Ramiro de la Fuente, confirmou em entrevista coletiva que o Executivo boliviano tem um plano de longo prazo para cumprir a missão constitucional do Exército, que é criar soberania estatal nas zonas fronteiriças ricas em recursos naturais.
“Estamos fazendo um planejamento a longo prazo, com o objetivo de que em quatro a cinco anos, as Forças Armadas possam criar uma soberania total nesse lugar que por muito tempo, infelizmente, esteve completamente abandonado”, sustentou.
O diretor da Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões, Juan Ramón Quintana, disse ontem à imprensa estatal que está previsto transferir 80% dos militares (32 mil soldados) às áreas “com valor estratégico para o Estado”.
O Governo Morales já começou a levar militares às zonas fronteiriças em julho, quando o Exército desalojou mineradores peruanos e apreendeu parte da maquinaria que utilizavam na região limítrofe do rio Suches.
Além disso, na semana passada, as Forças Armadas tomaram o controle de uma vasta área limítrofe com o Brasil e detiveram 42 brasileiros que, supostamente, exploravam ouro, madeira e pedras preciosas ilegalmente.
O Brasil anunciou, no fim de semana, que 25 detidos serão repatriados e outros quatro mineradores serão libertados e permanecerão na Bolívia depois que a situação for “regularizada”.
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