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Se a eleição for decidida no primeiro turno, projetos bilionários sairão da gaveta. A começar pela compra dos caças

Por Denize Bacoccina e Guilherme Queiroz
Uma data vem sendo aguardada com grande expectativa na Esplanada dos Ministérios. É 4 de outubro de 2010, dia seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais. Se a tendência de vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno se confirmar, projetos bilionários serão desengavetados. 

Quem deu a senha foi o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no desfile de 7 de Setembro. “Depois das eleições, o presidente vai decidir o assunto dos caças”, disse ele. É uma encomenda de R$ 7 bilhões, que tem como favorita a francesa Dassault, que produz os aviões Rafale – contra ela concorrem os suecos da Saab e os americanos da Boeing. 

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Jobim, no desfile de 7 de setembro: “Decisão dos aviões sai depois da eleição” 

 

O Ministério da Defesa pretende encaminhar outro assunto polêmico: a concessão dos aeroportos à iniciativa privada.Na Fazenda, os técnicos também trabalham em medidas que serão anunciadas a partir de outubro. 

 O ministro Guido Mantega quer apresentar um plano para estimular os bancos privados a oferecer empréstimos de longo prazo, hoje a cargo principalmente do BNDES. 

 O governo quer ainda estimular o mercado de capitais, com o fortalecimento de um mercado secundário de debêntures. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, por sua vez, pretende tirar do papel as medidas de estímulo às exportações, anunciadas no começo do ano.

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Rafale: encomenda dos caças pode chegar a R$ 7 bilhões

 

No Congresso, as prioridades são as novas leis das agências reguladoras e do petróleo, nas quais ainda falta aprovar a mudança para o sistema de concessão para partilha, nas reservas do pré-sal. 

 O líder do governo, Cândido Vacarezza, prevê um fim de ano com decisões relevantes. “O governo não acabou e  vamos tentar garantir as votações”, disse à DINHEIRO.

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