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Nesta quinta-feira, o procurador regional da República Domingos Sávio da Silveira ingressou com uma representação contra a reserva de vagas em colégios militares para dependentes de servidores militares das forças armadas. A maioria dos participantes do mural de Zerohora.com sobre o assunto se demonstraram favoráveis a manutenção da reserva. Ainda assim, muitos leitores se manifestaram contra a medida.
Entre os argumentos de quem defende a manutenção da reserva está o de que militares são constantemente transferidos, e precisam da garantia de que seus filhos terão onde estudar, como explica a leitora Simone Soares, de Porto Alegre:
— Foi para isso que os Colégios Militares foram criados. Não é privilégio, é necessidade. Onde um militar iria encontrar uma escola que desse a mesma continuidade de conteúdos para o seu filho que chegou no meio do ano letivo? Acredito que quem fez a denúncia não tem ideia de como é a vida de um militar e de sua família, não sabe que em uma hora eles podem estar no Pará e de uma hora para outra estar no Rio grande do Sul.
Alguns leitores, entretanto, não concordam com o ponto de vista de que o benefício deve continuar existindo por causa do risco de ser transferido:
— O argumento de que ser militar “exige muito sacrifício” não cola. Todo mundo trabalha e se sacrifica. O argumento da transferência de militares e a época em que pode ocorrer também não cola: outros profissionais também podem ser transferidos e em qualquer época. Quanto a dizer que Colégio Militar não é escola pública, isso também não cola. O dinheiro vem dos impostos de todos, militares ou não — afirma Fernando Soares Schlindwein, leitor gaúcho e morador de Leicester, no Reino Unido.
ZEROHORA.COM
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