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FAB transporta profissionais de saúde para interior da Amazônia A primeira imagem da Amazônia que vem à cabeça é a de florestas impenetráveis, rica fauna, pulmão do mundo… Para um grupo de profissionais da saúde, a região significa mais. Transformou-se no campo de um trabalho voluntário em prol das pessoas que moram em comunidades onde só se pode chegar de avião ou de barco. O rio, inclusive, demarca uma unidade de tempo para os residentes nessas áreas em que, mesmo viagens consideradas curtas, demoram um ou dois dias.
É um cenário em que moradores ribeirinhos assustam-se com as doenças, visto que o atendimento pode demorar a acontecer. O que ameniza e alivia é quando surge o som dos motores de aeronaves. Aquilo que demoraria um dia se transforma numa viagem de poucas horas.
Justamente por isso é que os médicos civis têm contado com o apoio da Força Aérea Brasileira para viabilizar suas atividades. “Se não fosse a FAB, seria impossível chegar a muitos lugares. Somente os aviões e os militares da Aeronáutica poderiam viabilizar nosso sonho”.
O “sonho” da médica Márcia Abdala é a realização do projeto “Expedicionários da Saúde”, que há sete anos reúne médicos voluntários e experientes da cidade de Campinas (SP) para realizar atendimento a populações indígenas em afastadas comunidades da Amazônia. Nos últimos seis anos, eles já realizaram 11.572 atendimentos e 2260 cirurgias.
“Esses resultados só foram possíveis graças ao apoio de nossos parceiros como a Força Aérea Brasileira, Comando Militar da Amazônia, Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e Distritos Especiais de Saúde Indígena”, afirmou o presidente do grupo, Ricardo Affonso Pereira.
A Força Aérea Brasileira, que atua também de forma semelhante com o Correio Aéreo Nacional, em toda a Região Norte do Brasil, tem apoiado o projeto. Os médicos atendem problemas de vários gêneros, de doenças simples a patologias complexas. Em mais de mil casos, a situação evoluiu para a necessidade de cirurgias. Em cada trabalho, a equipe transporta também um centro cirúrgico móvel que funciona em instalações parecidas com uma estrutura de campanha.
No grupo do projeto, há especialistas de diversas áreas como oftalmologia, cirurgia geral, anestesia, ginecologia, pediatria, ortopedia e clínica médica. “Não há profissionais recém-formados. Todos têm uma larga experiência e são idealistas. Isso faz toda a diferença para aqueles brasileiros que vivem distantes de nós”, diz Márcia Abdala.
Aerovisão – CECOMSAER(FAB)
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