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Os ministros da Defesa de Brasil, Chile e Argentina propuseram esta quarta-feira que as tropas da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) participem da reconstrução do país, castigado por um terremoto devastador no começo do ano.

Para isto, Nilda Garré (Argentina), Nelson Jobim (Brasil) e Jaime Ravinet (Chile) entregaram a suas respectivas chancelarias um pedido para obter das Nações Unidas “a ampliação do mandato da Minustah para envolvê-la nos trabalhos de reconstrução”, informou em Santiago o ministro Ravinet.
“Os secretários de Estado propõem imediatamente ampliar o uso das unidades militares de engenheiros dos países da Minustah para que participem dos trabalhos de reconstrução do Haiti”, informou o ministério da Defesa do Chile em um comunicado.
A proposta de Ravinet foi bem acolhido pela chancelaria chilena.
“Sim, podemos aproveitar que as forças da Minustah possam colaborar também na reconstrução e não apenas na manutenção da paz e da segurança, me parece que é uma forma mais eficiente de continuar avançando nesta nova etapa”, manifestou o ministro chileno das Relações Exteriores, Alfredo Moreno.
Na avaliação feita pelos altos comandos militares dos três países, se determina que por causa do terremoto de 12 de janeiro no Haiti, 230 mil pessoas morreram, 300.000 ficaram feridas e 6.000 pessoas foram mutiladas.
“Existe uma situação precária em infraestrutura de todo tipo, com 1,7 milhão de haitianos sem casa. E tem também sérias dificuldades no funcionamento da economia e da organização social do país”, informou o ministério da Defesa chileno em um comunicado.
AFP
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