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Brasil quer Mundial Militar de nível olímpico e ficar entre os três primeiros

Evento que será disputado em julho do ano que vem e contará com alguns dos grandes nomes do esporte nacional tem orçamento de R$ 1,164 bilhão

Danielle Rocha
As Forças Armadas já iniciaram a contagem regressiva. E querem também contar muitas medalhas durante a disputa dos Jogos Mundiais Militares, que serão disputados de 16 a 24 de julho de 2011, no Rio. Acreditam que o investimento em atletas de alto nível alçará o Brasil a uma das três maiores forças na classificação geral. Missão que em outros tempos seria muito difícil de cumprir. O país também quer dar nível olímpico ao evento. Para isso, o orçamento será de R$ 1,164 bilhão, voltado para a construção das três Vilas, reforma de instalações existentes e para o serviço que envolve o evento, como transporte e hotelaria.

 
Atletas brasileiros vão participar dos Jogos Mundiais Militares 
(Foto: Danielle Rocha / GLOBOESPORTE.COM)

A expectativa é que 6.000 atletas de 110 países disputem a competição que contará com 20 modalidades. O planejamento prevê ainda a participação de 2.000 árbitros. Os Jogos serão distribuídos em três áreas: Deodoro, Avenida Brasil e Zona Sul. Deodoro é o setor principal, onde serão realizadas as principais competições e também onde estarão localizadas as três Vilas (Verde, do Éxercito; Branca, da Marinha; e Azul, da Aeronáutica). As cerimônias de abertura e encerramento terão como palco o Engenhão e a Arena Olímpica, respectivamente.
O Brasil será representado por uma delegação de 649 atletas e técnicos: 369 do Exército, 219 da Marinha, 55 da Aeronáutica e seis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A estimativa é que sejam necessários 12 mil voluntários, sendo que metade será escolhida após cadastramento no site. A outra parte será formada através de alunos das escolas militares da cidade, do programa de voluntariado com professores de Educação Física do município e do projeto com universidades para prestação de serviços.
– Jogos Mundiais Militares não é um jogo dentro do quartel ou só de militares. São Jogos dos brasileiros. Nós estamos fazendo uma prepração forte com atletas de alto rendimento que se juntaram aos nossos. Como são 20 esportes e apenas no boxe, basquete e pentatlo aeronáutico não teremos equipes femininas, não esperamos nada abaixo do bronze. Sabemos que o nível é forte, mas estamos otimistas porque estamos trabalhando. Queremos dar prosseguimento a esse programa mesmo após as Olimpíadas de 2016 porque estamos seguros de que esse apoio é um tijolinho na construção de um Brasil esportivo de ponta – disse o presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil e chefe da delegação brasileira, vice-almirante José Pierantoni Gâmboa.
Ele recorda que das 819 medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Pequim-2008, 139 foram para as mãos de atletas militares. As atuações do Brasil em eventos neste ano também o levaram a reforçar o seu otimismo. No futebol feminino, o país foi bicampeão no Mundial. Na vela, a equipe feminina conseguiu o ouro no Bahrein. No Europeu de triatlo, a equipe masculina conquistou o ouro e a feminina ficou com a prata.

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