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Povo haitiano ama os brasileiros
O soldado Maiquel Parreira diz ter saudades da vida calma que levava em Sobradinho. “Minha vida se tornou uma verdadeira corrida contra o tempo para ajudar as pessoas necessitadas”, afirma. Parreirinha, como é conhecido informalmente, tem vontade de voltar logo ao Brasil. “Aqui temos telefone e internet, mas nada como dar um abraço nos meus pais. Lembro-me muito da comida saborosa da minha mãe.” Suas maiores razões para suportar a carga diária de trabalho, na reconstrução de um país que tenta ter esperanças para o futuro, são os familiares e os amigos. “Todos me dão muita força. Confio em Deus e sei que ele também é meu aporte em todos os momentos.”
Emocionado, o jovem soldado é só elogios para os haitianos. “Eles amam os brasileiros, não somente pelo futebol, mas por sermos parecidos. São dois povos muito alegres que superam qualquer dificuldade”, diz. A proximidade com a população veio de um trabalho mais leve, no qual distribuíram brinquedos às crianças. “Ensinamos elas a tomarem até chimarrão”, conta.

Malária
Rumores indicavam que havia tráfico de crianças no Haiti, notícia que Maiquel desconhece. “Quem faz a guarda nos campos de refugiados é a polícia haitiana. Não podemos entrar lá, pois é incumbência deles. Pelo que sei, lá dentro foram registrados estupros e roubos”, afirma.
Um empecilho ao trabalho dos militares, revela o soldado, é a malária. “Temos que nos cuidar muito para não sermos infectados”, diz. A população do Haiti, que é de 8 milhões de habitantes, sofre com muitas doenças, principalmente a aids. “Mas a malária é a principal inimiga.”
Sem data para voltar à terra natal, Maiquel se considera apenas mais um brasileiro que não teme ajudar a quem precisa. “Se estou aqui, com apenas três anos de Exército, é porque Deus quis assim. Levarei essa história para o resto da minha vida. É uma experiência muito grande.” 

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