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Força Militar: Anuênio engavetado
POR MARCO AURÉLIO REIS 
Foram suspensas as discussões para o restabelecimento dos anuênios e do auxílio moradia nas Forças Armadas. Vantagens financeiras cortadas no governo Fernando Henrique Cardoso, os dois benefícios são reivindicações dos quartéis ante a diferença de soldos com salários recuperados dos servidores civis federais. As discussões acabaram suspensas após o governo federal tomar a decisão de conceder reajuste de 7,72% para aposentados do INSS que recebem mais que um salário mínimo. A despesa adicional de R$ 1,6 bilhão obrigou o pé no freio nos estudos. Não haverá dinheiro.
A garantia é que os militares não sofrerão qualquer alteração no pagamento da quinta e última parcelas de reajuste dos soldos. O aumento entra em vigor daqui a duas semanas e chega à conta no pagamento que sai nos primeiros dias de agosto.
O vencimento de oficiais no topo da carreira (almirante-de-esquadra e equivalentes nas outras Forças) vai passar de R$ 7.713 mensais para R$ 8.330 — reajuste de 8%. O de terceiro-sargento subirá de R$ 2.061 para R$ 2.268 — alta de 10,05%. Os percentuais são bons, mas estão longe de equiparar os soldos aos salários dos servidores civis. Para se ter uma ideia, delegado da Polícia Federal entra no governo recebendo R$ 13.368, R$ 5,6 mil a mais que um oficial no topo da carreira.
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