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Um grupo de ativistas se concentrou ontem em frente à embaixada do Brasil em Porto Príncipe para pedir a saída da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah, na sigla em inglês).
O protesto reuniu cerca de 30 membros de várias organizações, mas não foram registrados incidentes.
O Brasil e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram duramente criticados e acusados de apoiar um “plano neoliberal” contra os verdadeiros interesses do Haiti.
O professor Josué Merilien levou à embaixada do Brasil uma carta dirigida ao presidente Lula com as reivindicações do grupo.
“Não precisamos de veículos militares. Precisamos de técnicos, pessoas que possam ajudar”, declarou o ativista Josué Merilien, que acrescentou que a missão da ONU é “uma força de ocupação que causou muito dano ao país”.
Em resposta, o embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, ressaltou o direito dos haitianos de se manifestarem pacificamente, mas disse que não está “de acordo com a expressão ”força de ocupação”” utilizada pelos ativistas, porque, segundo ele, a Minustah está presente no Haiti porque “o Governo haitiano pediu e também porque foi uma decisão do Conselho de Segurança da ONU”. 
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