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A Marinha dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira que mulheres poderão servir em submarinos, revertendo uma proibição em vigor há décadas nas Forças Armadas americanas.
A mudança foi anunciada em fevereiro pelo secretário de Defesa, Robert Gates.
Na ocasião, ele informou o Congresso que a proibição seria revertida caso nenhuma objeção fosse apresentada até a meia-noite de quarta-feira, 28 de abril. Como não houve manifestações contra a medida no prazo estabelecido, a Marinha agora confirmou a novidade.
“Há mulheres extremamente capazes na Marinha com talento e vontade de ter sucesso na frota de submarinos”, disse o secretário da Marinha, Ray Mabus.
“Não poderíamos tocar a Marinha sem as mulheres hoje em dia.”
Cerca de 15% dos integrantes da Marinha americana são mulheres.

Novas ‘atitudes’
Segundo o correspondente da BBC em Washington Adam Brookes, na fase inicial da mudança, 12 mulheres serão colocadas em quatro submarinos que operam na costa dos Estados Unidos.
Brookes disse que a essa mudança é apenas uma pequena parte de uma transformação maior de atitudes nas Forças Armadas dos Estados Unidos que “reflete as mudanças na sociedade americana como um todo em relação à raça, classe e sexualidade”.
Para o chefe das Operações Navais americanas, Gary Roughead, “seria tolo não usar o grande talento, a grande confiança e intelecto das jovens mulheres que servem na Marinha atualmente e não trazê-las para nossa força submarina”.
O treinamento completo para a nova atividade dura cerca de 15 meses.
Além dessa mudança, a Marinha anunciou que, a partir de 31 de dezembro, será proibido fumar nos submarinos da frota americana.
BBC Brasil

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