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Os próximos 20 anos vão mudar totalmente a configuração do Exército Brasileiro. Aos 210 mil homens e mulheres que hoje formam a tropa, outros 59 mil vão se juntar, sendo 8 mil nos próximos quatro anos. Quem sonha com a carreira militar pode intensificar os estudos, pois aumentará o aproveitamento do número de candidatos aprovados em concursos para graduação e oficialato.
Os interessados que moram no Rio de Janeiro devem também se preparar para deixar o Estado. Essas próximas duas décadas serão marcadas por investimentos bilionários (na casa dos R$ 150 bilhões) na Força Terrestre, que deixará a presença marcante no litoral e na mesma proporção aumentará seu braço forte no Centro-Oeste e na Região Amazônica.
Esse movimento, que já vem sendo percebido nos últimos anos, se intensificará nos próximos, a começar pelo segundo semestre deste ano. Abordado pela Coluna sobre a transferência da Brigada Paraquedista do Rio para o Centro Oeste, o Comando do Exército emitiu nota destacando que, após o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa (END) em dezembro de 2008, apresentou ao Ministério da Defesa um “planejamento de Articulação e Equipamento da Força, segundo condicionantes e as diretrizes” estabelecidas pelo programa de Defesa. “As ações de planejamento decorrentes foram consolidadas em um conjunto denominado Estratégia Braço Forte, na qual está contido o Plano de Articulação”, explica a nota, que prossegue: “Um dos programas do Plano de Articulação é o Sentinela da Pátria, que inclui, basicamente, projetos relativos à transferência, transformação e implantação de Unidades Militares”” É dentre esses projetos que está prevista a transferência da Brigada Paraquedista para a Região Centro-Oeste.
Outro programa do Plano de Articulação é o Amazônia Protegida, que vai requerer mais militares treinados em batalhas na selva. Eles vão atuar em unidades já existentes, que receberão reforço de pessoal e armas. Também serão criados outros 28 pelotões de fronteira. Essas serão unidades com poucos homens (em torno de 50).
Ao todo, serão mais 22 mil militares do Exército na Amazônia, alguns transferidos do litoral. No Rio, esse movimento tem gerado apreensão, pois faltam residências em boas condições, os chamados Próprios Nacionais Residenciais, nas unidades de fronteira. Não se vê movimentação para construção de novas casas ou de reformas.
O Dia
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