Escolha uma Página
A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) espera que o Brasil explique rapidamente o acordo de cooperação em defesa que firmará com os Estados Unidos, disse nesta sexta-feira o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, cujo país exerce a secretaria temporária do organismo.
“Estou certo de que o Brasil dará sua explicação o mais rápido possível”, declarou Patiño à imprensa durante uma reunião da Unasul sobre o combate ao tráfico de drogas, em Quito.
“É importante fazer isto porque há um acordo entre os países da Unasul para oferecer mutuamente informação sobre qualquer tema relacionado a assuntos militares e de segurança”.
Patiño disse que levará esta questão ao governo brasileiro durante seu giro pela América do Sul na próxima semana.
O tema também será analisado pelos presidentes da Unasul durante a reunião prevista para o dia 4 de maio, em Buenos Aires, destacou Patiño.
O representante do Brasil na reunião desta sexta-feira, Marcos Vinicius Pinta, reagiu às declarações afirmando que “não é necessária qualquer explicação porque já enviamos esta informação a todos os países da Unasul”.
Pinta destacou que o tratado não prevê a instalação de bases americanas no Brasil e também não inclui o uso de destacamentos por parte de soldados americanos.
O convênio será assinado na próxima segunda-feira, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, confirmou na quarta-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Será um “acordo de cooperação muito genérico sobre a área de Defesa, que servirá para criar novas possibilidades” no setor, explicou Jobim.
A chancelaria brasileira garantiu que o pacto está destinado a aprofundar a cooperação em áreas como contatos técnicos, treinamento, intercâmbios, visitas de navios, iniciativas comerciais relacionadas à defesa e programas e projetos de tecnologia no setor.
Os acordos militares de países da região com Washington geram temor desde a crise entre Colômbia e Venezuela envolvendo o convênio que permite o uso de bases colombianas para operações de tropas americanas.
AFP
Skip to content