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O segundo batalhão militar brasileiro no Haiti (BRABAT II) já está operacional e, em operação conjunta com a polícia local, deteve no fim de semana 50 membros de bandos criminosos, segundo o líder da missão da ONU. 
Segundo Edmond Mulet, chefe da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (MINUSTAH), as patrulhas realizadas no sábado de madrugada no bairro de Belaire, na capital Port-au-Prince, levaram ainda à detenção de um “líder de um gang que tinha fugido de uma penitenciária nacional” após o terramoto de 12 de janeiro. 
“Desde a semana passada [BRABAT II] está operacional (…) Isto é um exemplo de que estas novas tropas que estão a chegar ao terreno já estão a ser envolvidas neste tipo de patrulhas e presença nos bairros” da capital haitiana.  
Acompanhado da administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Helen Clark, Edmond Mulet fez hoje um ponto de situação na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, onde se realiza na quarta feira a Conferência Internacional de Doadores para o Haiti.
A conferência é organizada pelas Nações Unidas, Estados Unidos, Canadá, Brasil, União Europeia, França e Espanha.
O objetivo é lançar o esforço de reconstrução do Haiti, onde um violento terramoto a 12 de janeiro fez pelo menos 222 mil mortos e deixou em ruína os edifícios, infraestruturas e instituições do país.
Sobre a situação de segurança no terreno, Mulet afirmou que se trata de “começar do zero”, mesmo em relação ao que tinha sido alcançado nos últimos anos, dado que líderes de gangs que tinham sido presos fugiram após o terramoto e estão nas ruas, estimando-se que sejam mais de 1.000.
“Na fronteira com a República Dominicana já prendemos muitos dos líderes destes gangs que tentaram atravessar a fronteira. Estamos em contacto com as autoridades dominicanas para reforçar a capacidade de controlo também do outro lado da fronteira”, afirmou.
Mulet afirmou que a missão está a pedir à comunidade internacional a “aceleração de contributos” para elementos de segurança, e que estes “estão a aparecer”. 
“Temos registrado um aumento de feridos de balas na dar entrada nos hospitais, e isto é uma prova de que os níveis de violência nesses bairros está a aumentar”, afirmou hoje.
Comento:
Registro a notícia, antes que os ongueiros de plantão classifiquem os bandidos de “militantes dos movimentos sociais, reprimidos pela tropa de ocupação”. Aliás, o candidato do PSTU à presidência visita o Haiti nesta semana. Vem dircurso barato por aí.
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