Escolha uma Página
Os sargentos do Hospital da Aeronáutica de Canoas (Haco), Andrei Strattmann e Cléber Peixoto, escreveram ao + Canoas e enviaram imagens para contar o que estão vivendo durante a missão humanitária no Haiti. A equipe canoense embarcou na sexta-feira e deve permanecer em Porto Príncipe por 30 dias.
“Aqui está tudo bem conosco, apesar do calor, que em média é de 45º durante o dia. Hoje, dia 15 de fevereiro, fizemos 223 atendimentos, entre clínica médica, ortopedia, ginecologia e pediatria, que é a maioria, com 97 consultas. Só nesta segunda-feira, foram confirmados 12 casos de malária. O exame é feito aqui mesmo no HCAMP (Hospital de Campanha do Brasil), na hora. Todos eles são encaminhados ao Hospital da Paz, pois não temos estrutura para mantê-los em isolamento.
Atendemos também as crianças de uma ONG, chamada Children’s Village, a maioria delas com fraturas no braço. Estamos recebendo muitos casos de diarréia, pois a água potável é escassa, inclusive para nós mesmos. O racionamento é constante.
Para ajudar nas traduções contamos com alguns garotos haitianos, os chamamos de “Bombagai”, que na língua local significa Sangue Bom. São garotos entre 13 e 20 anos que aprenderam o português com os primeiros militares brasileiros que vieram para as missões de paz da ONU.” Sgt Strattmann
“Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo. No decorrer das horas de trabalho diários, junto ao povo haitiano, posso perceber o quanto foram afetados por esta catástrofe. Outro fato interessante é a participação de vários países na ajuda humanitária.
Nos últimos dois dias, pude trocar informações com japoneses, paquistaneses, jordanianos e hoje, por exemplo, com militares do exército americano. Trabalhamos em um sistema de ajuda mútua, todos em prol das inúmeras vítimas.
Há muitos órfãos, muitas crianças separadas dos pais, pois os mesmos estão internados em hospitais diferentes.
Agradeço a Deus por estar trabalhando para amenizar tamanha dor e sofrimento.”
Sgt Cléber Peixoto
Texto e fotos enviados do Haiti por Cléber Peixoto e Andrei Strattmann
Skip to content