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Um grupo de 40 oficiais do Exército, que embarca para o Haiti no próximo dia 13 com o objetivo de reforçar a Missão de Paz da ONU, participou nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, de treinamento prático com armamentos não-letais para atuar no controle de distúrbios urbanos no país devastado, recentemente, por terremoto. Os militares se juntarão aos 1.300 homens do Exército brasileiro que estão no Haiti e serão multiplicadores dos ensinamentos que receberam no curso ministrado pela Condor Tecnologias Não-Letais, no campo de provas da empresa, em Nova Iguaçu.
O Brasil enviará ao Haiti um contingente a mais de 900 homens (810 do Exército e 90 da Marinha) para ajudar na recuperação do país. E as armas não-letais são consideradas, segundo o major Guerra (coordenador do grupo que participou do treinamento), fundamentais para o êxito da missão. “As armas não-letais serão extremamente importantes nesse tipo de operação, pois permitem à tropa controlar situações de conflitos urbanos sem colocar em risco a vida da população”.
Os oficiais do Exército treinaram com 15 tipos de armamentos não-letais: granadas de gás lacrimogêneo, munições de borracha de diferentes calibres, granadas fumígenas (para operações táticas e salvamento), armadilhas iluminativas (as mesmas usadas pela Colômbia contras as Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), spray de pimenta (espuma e gel), entre outras. A novidade é a munição Soft Punch, criada pela Condor a pedido da ONU, que pode ser usada a curta distância (a partir de cinco metros) sem colocar em risco a integridade física do infrator. Cerca de mil unidades já estão sendo usadas em Missão de Paz no Timor Leste.
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