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Editorial The New York Times
Este é um fato horrível sobre o custo humano das caras guerras no Iraque e Afeganistão: a taxa de suicídio entre soldados ativos duplicou desde 2001.
As autoridades falam em quase uma epidemia, conforme advertem que o ritmo de suicídios entre soldados e marines possivelmente será maior este ano que os 182 do ano passado.
Os números são até piores quando os suicídios de veteranos das guerras no Iraque e Afeganistão são incluídos. Há uma média de 53 suicídios por ano entre pacientes em hospitais de veteranos, mais um número desconhecido entre os três em cada quatro soldados que nunca usaram os serviços oferecidos para veteranos.

O Congresso está correndo para colocar em prática medidas de prevenção que deveriam existir há muito tempo. O orçamento de gastos do Pentágono para o próximo ano prevê aumentos significativos com especialistas em saúde mental e serviços que buscam lidar com este problema. Também está preparando audiências para analisar a possível ligação entre múltiplos envios às guerras e o suicídio.
Os comandantes do Pentágono buscaram ajuda no Instituto Nacional de Saúde Mental para estratégias que se oponham à tradição profundamente enraizada de soldados mascararem seu tumulto emocional.
A cadeia de comando tem que fazer mais para encorajar os soldados a buscarem aconselhamento para sua saúde mental – deixando claro que sua carreira não será prejudicada.
A Casa Branca de Obama está revisando uma política que data da era de Lincoln e nega cartas presidenciais de condolência às famílias de soldados que se matam em zonas de guerra.
Há cerca de duas dúzias deste tipo de suicídio a cada ano. É importante rever a ideia de que o suicídio desonra um soldado.
É preciso muito mais atenção a respeito dos fatores e riscos que levam os soldados à autodestruição. Até que isso aconteça, o país não oferecerá atendimento médico mental adequado e soldados que combatem o desespero nunca buscarão a ajuda que precisam.

THE NEW YORK TIMES

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