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Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A construção de submarinos e de navios-patrulha e o desenvolvimento de estratégias para aumentar a presença da Marinha na Amazônia estão entre as prioridades do Programa de Equipamentos e Articulação desse segmento das Forças Armadas. A informação foi dada hoje (26) à Agência Brasil pelo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio de Moura Neto.
Durante a manhã, ele apresentou a associados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) um esboço das metas de modernização incluídas no programa, que será executado ao longo das próximas quatro décadas e cujos projetos estão sendo avaliados pelo Ministério da Defesa.
“A Marinha quer construir navios e outros equipamentos aqui no país e vamos nos valer da capacidade da indústria para que ela cresça mais ainda”, afirmou Moura Neto.
Perguntado se o plano está associado a novas estratégias de exploração visando ao crescimento econômico do país, como, por exemplo, o pré-sal, o almirante respondeu: ”O governo brasileiro precisa e já decidiu pela melhor capacitação das Forças Armadas. Com a descoberta do petróleo no mar, ficam claras as responsabilidades ainda maiores da Marinha.”
Segundo o almirante, as prioridades são a construção de submarinos, de navios-patrulha e da segunda esquadra do reforço do poder naval, o projeto de povoamento da Amazônia e o sistema de gerenciamento das águas jurisdicionais brasileiras, que é chamado de Amazônia Azul.
De acordo com o diretor do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa), Jairo Cândido, o plano, a ser desenvolvido até 2050, “é extremamente ambicioso” e abrange desde a viação naval e todos os meios de navegação marítima até a vigilância do mar e a estrutura para a operação nas águas internas.
Cândido informou que já estão em andamento os planos do navio de superfície e de um navio de l.800 toneladas, entre outros, para melhor capacitação da Marinha. ”Chegamos quase ao sucateamento das Forças Armadas”, afirmou o diretor do Comdefesa. Ele ressaltou, porém, que, desde dezembro do ano passado, o governo está empenhado em corrigir essa defasagem.
Para Jairo Cândido, o Brasil o está preparado para absorver toda a transferência de tecnologia necessária para a nacionalização do fornecimento à Marinha. Dizendo-se animado com o impulso que esse programa deverá proporcionar ao setor produtivo, ele destacou que só três projetos envolvem compras em torno de R$ 50 bilhões.
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