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Ricardo Montedo

Meu Deus, Mãe é gente?
Se for, por que, para mim, ela foi anjo?

(Difícil falar da dor que ainda não brotou,
da saudade que não dói no peito(ainda)

Meu Deus, Mãe é anjo?
Se for, por que, para mim, ela foi tão gente?

(Dizer o que o coração represa,
o que a alma finge não sentir)

Meu Deus, Mãe sofre?
Se sofre, por que, para mim, sempre teve um sorriso?

(Falar de lágrimas não vertidas,
de suspiros nunca dados)

Meu Deus, Mãe é sorriso?
Se sorri, por que o sofrer oculto no fundo do olhar?

(Superar longos silêncios;
e a ausência (enfim) definitiva)

Ah, Deus, me deste uma Mãe,
Que foi anjo, foi gente,
Sorriu, sofreu,
Que amou,
Que amei.

Meu Deus, obrigado,
Pelo meu anjo-Mãe!

Mãezinha, obrigado,
Por teres guardado,
Tanto amor para mim!

Cruz Alta, 27 de setembro de 2009
(primeiro domingo de minha vida sem mãe)

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